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terça-feira, 6 de outubro de 2015

1000 dias - Para uma vida mais saudável

Qual a posição segura para o bebê dormir?

O medo de o bebê sofrer morte súbita é grande entre as mães. Para diminuir esse risco, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que a criança seja colocada no berço de barriga para cima, tanto para o cochilo durante o dia, quanto para o sono da noite. Nessa posição, a criança respira melhor e tem menos risco de engasgo. Estudos mostram que colocar o bebê nessa posição pode reduzir em até 70% o risco de morte súbita.

A neuropediatra Magda Lahorgue Nunes, coordenadora do Grupo de Estudo do Sono na Infância da Sociedade Brasileira de Pediatria e pesquisadora do Instituto do Cérebro, explica que a morte súbita infantil pode ocorrer até o primeiro ano de vida, mas a prevalência é entre bebês entre o 2º e 3º mês e prematuros.

Em 2009, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Pastoral da Criança fizeram uma campanha chamada "Dormir de Barriga para Cima é Mais Seguro". Recentemente, a aluna de doutorado Rúbia Maestri fez um levantamento coordenado pela neuropediatra Magda Lahorgue Nunes, para saber como os médicos orientavam seus pacientes e qual foi a mudança depois da campanha.

O questionário foi respondido por 1.654 médicos membros da Sociedade Brasileira de Pediatria. Antes da campanha, 23,1% consideravam a posição de barriga para cima a mais correta para o bebê dormir; 67,5% eram a favor da posição lateral durante o sono, e 9,3% orientavam as mães a colocar seus filhos na posição de barriga para baixo. Após a campanha, houve uma virada: 76,2% passaram a orientar a posição correta (barriga para cima).

"Alguns especialistas ainda resistem em mudar a orientação, apesar de estudos internacionais já terem mostrado que a morte súbita infantil (MSI) caiu em países onde as mães passaram a seguir a nova recomendação", diz a neuropediatra.

A causa da MSI é desconhecida, mas sabe-se que alguns fatores aumentam o risco de morte súbita. São eles:

- bebê dormindo de bruços ou de lado;
- exposição ao fumo durante a gravidez;
- exposição à fumaça de cigarro após o nascimento;
- consumo de álcool e drogas durante a gestação;
- nascimento prematuro ou com baixo peso;
- falta de aleitamento materno;
- uso de colchões ou travesseiros muito moles e fofos;
- presença de brinquedos, travesseiros, rolinhos e outros objetos no berço que podem sufocar o bebê;
- Superaquecimento do bebê: quando a temperatura do bebê é muita alta, o metabolismo fica mais lento e o bebê precisa respirar com mais força, o que nem sempre consegue. Segundo o pediatra do Hospital Albert Einstein, Victor Nudelman, para saber como está a temperatura do bebê, coloque as mãos dentro da roupinha dele e veja se está quente. "Não se mede a temperatura de um bebê pegando nas mãos dele. As mãos podem estar geladas, mas se o corpo estiver quente é sinal de que ele não está com frio.”

Dicas para colocar o bebê para dormir

- Evite o excesso de roupas e fraldas que possam dificultar os movimentos do bebê e superaquecer seu corpo;
- Deixe os braços do bebê livres, para fora das cobertas para evitar que ele escorregue e fique asfixiado;
- Deixe a cama livre de almofadas, travesseiros, “cheirinhos” (paninhos usados por algumas crianças para dormir), bichos de pelúcia e outros brinquedos que possam dificultar a respiração do bebê;
- Deixe o berço sem protetor;
- Deixe a temperatura do quarto confortável para um adulto vestindo roupas leves;
- Não coloque o bebê para dormir na cama dos pais.

*Bem Estar
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Sicredi

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

1000 dias - Por uma vida mais saudável



A importância da amamentação

Amamentar não é apenas dar alimento, mas também amor, proteção e carinho. É um momento em que um vínculo entre mãe e filho é criado e isso fará toda diferença no desenvolvimento da criança ao longo da vida.

A composição do leite materno é completa: proteínas, vitaminas, gorduras, sais minerais e até anticorpos, que fazem dele um alimento único e essencial. “O leite humano possui anticorpos específicos que vão ajudar no combate às bactérias e no fortalecimento do sistema de defesa do bebê. Nenhum outro alimento fabricado possui essa característica”, explica a pediatra e consultora internacional de aleitamento materno Dra. Luciana Herrero.

Com um alimento tão rico, não é à toa que a Organização Mundial da Saúde recomenda que o leite materno seja o alimento exclusivo até os seis meses. Após essa idade, a indicação é introduzir outros alimentos, mas sem retirar o leite materno. Ele deve ser mantido até, pelo menos, os dois anos.

O valor nutricional, imunológico e emocional da amamentação é tão importante que os benefícios a curto e longo prazo para o bebê são vários, entre eles:

- ajuda no desenvolvimento intelectual;
- reduz o risco de problemas respiratórios;
- melhora a formação do maxilar;
- diminui a chance de morte por diarreias;
- estabelece o vínculo afetivo, que irá facilitar o relacionamento da criança futuramente;
- reduz o risco de obesidade na vida adulta;
- diminui a chance de doenças crônicas (como diabetes).

Não são só os bebês que saem ganhando, a amamentação também diminui o risco de câncer de ovário e de mama; ajuda o útero a voltar ao lugar; diminui o risco de sangramentos e ainda emagrece (a mulher chega a perder 600 calorias por dia ao amamentar).

Para que todos esses benefícios sejam aproveitados, saber amamentar é fundamental. A Dra. Luciana complementa com algumas dicas:

- O bebê deve dar a primeira mamada na “Hora Sagrada”, a primeira hora de vida. É quando o corpo está em transição, aprendendo a viver fora do útero;
- A maneira correta de segurar o bebê durante a amamentação pode influenciar no aparecimento ou não de rachaduras e no aproveitamento da mamada. Se tiver dúvidas, peça orientação médica;

- Quando o seio está muito cheio de leite, fica difícil para o bebê conseguir pegar. As mães podem fazer um teste: mexa na aréola e no bico. Se estiverem muito duros, o peito está cheio. Esvazie um pouco e garanta que estejam maleáveis antes de oferecer o peito ao bebê;

- Sem preconceito ou vergonha, amamentação é um ato natural;
- Hidratantes e pomadas não são bem-vindas no bico ou aréola do seio, eles não evitam as rachaduras, pelo contrário, podem deixar a região mais suscetível;
- Informação é essencial e, caso tenha dúvidas ou esteja passando por dificuldades, procure ajuda.

Precisa de ajuda?


A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano pode ajudar, são casas gratuitas onde oferecem apoio às mães com dificuldade de amamentação. Também fazem coleta e doação de leite. Mais informações no site: http://www.redeblh.fiocruz.br

Eu não tenho leite, o que fazer?

Seja qual for o motivo pelo qual não seja possível dar de mamar ao seu filho, dê amor. “Tenha bastante contato pele a pele com ele. Quando for dar a mamadeira, coloque o bebê na posição da amamentação, assim, os benefícios afetivos do aleitamento serão preservados”, comenta a pediatra. E uma dica importante: reveze o lado para que o bebê não tenha problemas de desenvolvimento dos músculos da face.

Nenhum outro leite vai substituir o valor nutricional e imunológico do leite materno, mas no caso de não poder amamentar, há opções de fórmulas infantis e até o leite animal. O médico deve indicar qual será o melhor para o seu filho.
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Panificadora Ryanne

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

1000 dias

Alimentação nos primeiros 1000 dias de vida é decisiva para a saúde da criança

O cuidado com a alimentação da criança começa no útero. Tudo o que mãe come, bebe ou inala vai para o bebê. “Se a gestante come muito doce, o fetinho passa a gostar mais de açúcar”, alerta o pediatra e nutrólogo Dr. Fernando Nóbrega, que tem no currículo mais de 60 anos de experiência em pediatria.

A escolha alimentar nos primeiros 1000 dias interfere diretamente na saúde da criança a partir daí. E uma das maiores preocupações entre os pediatras é a obesidade infantil. Sabia que uma criança obesa tem 40% de chance de se tornar um adulto obeso? O problema é que doenças como hipertensão, diabetes e aumento nas taxas de gorduras no sangue caminham junto com a obesidade.

Até os seis meses de vida, uma das maneiras mais eficazes de evitar esse problema é dar o peito. O leite materno é tudo o que ele precisa para crescer saudável e com menor risco de se tornar obeso: água, proteínas, vitaminas, minerais e gorduras. Tudo na medida exata para o desenvolvimento da criança.

Paladar saudável

Depois dos seis meses, frutas e papinhas passam a complementar a alimentação do bebê, além da amamentação. A pediatra e médica do esporte Ana Lúcia de Sá explica que a mãe deve optar por alimentos frescos e ricos em nutrientes, pois nessa fase é mais fácil controlar e ensinar hábitos saudáveis. Variedade é a palavra! A criança só vai comer o que os pais oferecerem. Se eles optarem por frutas, legumes e verduras variados, a chance dela crescer habituada a opções mais saudáveis é maior.

Não desista, insista!

E atenção: não desista de oferecer à criança nenhum alimento. Seja suco, fruta, legume ou verdura. Ofereça pelo menos 10 vezes em dias e horários diferentes. Se a criança recusou kiwi uma, duas, cinco vezes, não significa que ela não goste. Pode ser que na décima vez ela aceite bem a fruta.

Por outro lado, a pediatra recomenda que até um ano de idade os pais fiquem atentos a algumas restrições alimentares como clara de ovo (a gema pode), frutos do mar, amendoim, mel e morango. Este último por causa da exposição precoce ao agrotóxico; o mel pelo risco do botulismo, uma doença grave que pode matar; e a clara do ovo, frutos do mar e amendoim pelo risco de alergia. Depois de um ano, esses alimentos podem ser oferecidos gradualmente. Amendoim e frutos do mar, por serem altamente alergênicos, a partir dos dois anos. “O amadurecimento do intestino e do sistema imunológico permite a introdução de alimentos que possam produzir mais alergia”, observa Ana Lúcia.

Até o primeiro ano de vida também não é recomendado dar leite de vaca e derivados para a criança. Segundo o Dr. Nóbrega, a composição do leite de vaca é muito diferente do materno. É um leite com pouco ferro, o que favorece a anemia, muito sódio, cálcio e proteína. Isso causa uma sobrecarga nos rins do bebê, que não estão preparados para receber excesso dessas substâncias. O leite de vaca também é pobre em oligoelementos como selênio, zinco e cobre, importantes no desenvolvimento cerebral da criança. Daí a importância de manter o leite materno: ele já tem tudo na dose certa.

Dicas da pediatra

- Escolha um ambiente calmo.
- Ofereça alimentos variados.
- Evite trocar a papinha pelo leite.
- Não triture ou bata no liquidificador os alimentos.
- Evite açúcar até os dois anos de idade.

Alimentação por idade

- Até os 6 meses: apenas leite materno
- 6-7 meses: leite materno + 1 papa de comida e 2 frutas
- 8-12 meses: leite materno + 2 papas de comida e 3 frutas
Após o primeiro ano de vida a criança já pode comer o que a família come, desde que não tenha excesso de sal, gordura, temperos picantes e frituras.
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Goi Modas

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

1000 dias- Por uma vida mais saudável

Saiba os riscos do uso de álcool, cigarro e drogas na gestação

O consumo de álcool, cigarro e drogas na gestação pode deixar sequelas graves no bebê. “O álcool atinge o feto durante todo o período da gestação, afetando várias estruturas importantes que trarão consequências para a criança. São lesões irreversíveis”, explica a pediatra Conceição Aparecida de Mattos Segre, coordenadora do grupo de trabalho sobre os efeitos do álcool na gestante, no feto e no recém-nascido da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

A bebida alcoólica é responsável pela Síndrome Alcoólica Fetal, que causa má-formação no feto. A criança nasce com nariz achatado, pálpebras pequenas, sem prega nasal, lábio superior muito fino e orelhas baixas. Além disso, o álcool acarreta problemas neurológicos, como déficit de atenção e hiperatividade. Os bebês nascem muito irritados, choram sem parar e chegam a tremer quando ouvem barulho.

Na fase escolar, têm muita dificuldade de aprendizado. “Os filhos de mães alcoolistas também têm maior tendência a usar álcool na fase adulta. É um círculo vicioso. Tornam-se pessoas de difícil socialização e delinquentes”, diz a pediatra.

A gestante viciada em álcool precisa fazer um pré-natal com especialistas que dão suporte psicológico adequado. “O profissional não pode estigmatizar essa mulher porque ela precisa sentir confiança no médico. Muitas vezes a gestante ingere álcool, mas não conta porque tem medo”, completa a especialista.

O ginecologista e obstetra Eder Viana de Souza, coordenador de obstetrícia do Amparo Maternal, instituição que oferece assistência à gestante, conta que foram observadas 180 grávidas atendidas no local e constatou-se que aquelas que consumiam álcool começavam, muitas vezes, a beber dentro de casa e até com os próprios pais.

Os efeitos do álcool não aparecem só na gestação. Durante a amamentação, a mulher também deve ficar longe de bebidas alcoólicas. Beber nesta fase pode deixar a criança sonolenta, sem conseguir mamar direito e com baixo peso e crescimento afetado.

O cigarro é outro vilão. A principal consequência na gestação é a restrição do crescimento intra-útero.

Drogas ilícitas

As drogas ilícitas também trazem muitos prejuízos para a saúde do bebê. Entre as drogas mais usadas no Brasil durante a gestação, estão a maconha, solventes, cocaína e crack, segundo o ginecologista e obstetra Eder Viana de Souza. “A dependência dessas mulheres é muito grande. Conheci no Amparo Maternal uma mulher que fugiu no primeiro dia pós-parto para se prostituir e usar maconha, e voltou no final do dia”, relata.

Bebês de mulheres viciadas em cocaína e crack nascem com síndrome de abstinência. Na grávida, a cocaína pode deixar a placenta baixa, podendo levar a hemorragias e sangramentos durante a gestação. A bolsa também pode romper precocemente e o bebê nascer prematuro.

Além da síndrome da abstinência, o filho de uma viciada em crack e cocaína pode sofrer de taquicardia, hipertensão, alterações comportamentais e dificuldade no aprendizado escolar na primeira infância.

Os solventes, que também são bastante usados porque são baratos, causam alteração no crescimento durante a gravidez. O bebê nasce com a fenda palpebral mais estreita e lábio superior mais fino.

Já maconha na gestação pode causar alterações neurocomportamentais e cognitivas, alterando o desenvolvimento da criança. “É preciso lembrar que isso é um fenômeno psicossocial. A gestante que é viciada em drogas precisa ter um pré-natal feito não só por um obstetra, mas também por psicólogo e psiquiatra.”

Bem Estar
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Boscoli Bosch Car Service

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Vida saudável

Suplementação de ácido fólico é essencial para uma gestação saudável

Toda gestação dura mil dias e quando a gravidez é planejada, os cuidados começam antes mesmo da concepção do feto. A suplementação de ácido fólico é fundamental para uma gestação segura e saudável. A pediatra e consultora do Bem Estar Ana Escobar diz que as mulheres que pretendem engravidar devem começar a tomar o ácido fólico a partir do momento em que a decisão é tomada, “pensou em engravidar, começa a tomar a vitamina. O ácido fólico é essencial no desenvolvimento do feto e do tubo neural”.

Também conhecido como Vitamina B9, o ácido fólico ajuda a combater a anemia e as doenças cardiovasculares. Nas gestantes, ele atua na prevenção das malformações congênitas como a anencefalia (má formação do cérebro) e espinha bífida (defeito no tubo neural). Ambas as alterações são facilmente evitáveis com o uso do ácido fólico.

O obstetra Sérgio Floriano Toledo, presidente da regional de Santos da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo, alerta para a importância do acompanhamento no período pré-concepção. “Quase 50% das mulheres engravidam sem planejamento. Entre jovens menores de 17 anos, 90% não fazem um planejamento, e as mulheres com mais de 40 anos também são acometidas da falta de informação”. Ainda segundo o médico, que também é professor da Faculdade de Ciências Médicas de Santos, as medidas preventivas feitas com o acompanhamento de um ginecologista são fundamentais para diminuir o risco das malformações fetais.

Tubo neural

O tubo neural é onde se origina o sistema nervoso. Ele se forma entre 18° e o 26° dia de gestação. Por isso, durante essa fase a mulher deve ter níveis de ácido fólico suficientes para ela e para a demanda gerada pelo desenvolvimento do feto. Mesmo para as mulheres com o nível de ácido fólico considerado normal, deve-se fazer a suplementação. “Depois de confirmada a gravidez, a mulher deve ainda tomar o suplemento por 12 semanas. Essa vitamina é a única que se faz necessária durante o primeiro trimestre de gestação”, afirma o obstetra.

Alimentos fonte de ácido fólico

Devido a importância do ácido fólico na alimentação para as gestantes e para suprir a carência da população em geral, o Ministério da Saúde e a Anvisa criaram uma resolução que passou a valer em junho de 2004, tornando obrigatória a fortificação das farinhas de trigo e milho. Além disso, o ácido fólico também pode ser encontrado em vegetais de folhas verdes, feijão, vagem, brócolis, espinafre, gema de ovo, peixes e sucos de frutas cítricas.

Apesar disso, o obstetra Sérgio Floriano diz que nada substitui o suplemento pela quantidade que deve ser ingerida. “Isso também vale para as gestantes que já tem uma alimentação saudável”. O médico ressalta ainda que o suplemento não engorda e não faz mal à saúde, independente do tempo de uso.

Bem Estar- Colunista

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

1000 dias - Por uma vida mais saudável

Carinho e aconchego são importantes nos primeiros mil dias do bebê

Se a gente pudesse dar uma receita para o bom desenvolvimento de uma criança, dois ingredientes não poderiam faltar: boa nutrição e afeto. Assim como a alimentação, o aconchego e o vínculo afetivo nos primeiros mil dias são importantíssimos para a criança. Eles estimulam as sinapses, conexões que o cérebro faz desde o momento do nascimento até a adolescência. A mágica começa ainda no útero, quando todos os órgãos e sentidos vão se formando e desenvolvendo.

De acordo com o ginecologista José Bento de Souza, o período de formação vai até a metade da gravidez, na 20ª semana. A partir daí começa a fase de desenvolvimento. Órgãos como coração, pulmão, cérebro e rins que já se formaram, agora estão crescendo. O bebê começa a escutar entre a 17ª e 18ª semanas. “É importante que os pais conversem com a barriga, coloquem música que relaxe a mãe para o bebê ouvir”, ressalta o ginecologista.

José Bento explica que “quando o bebê está dentro do útero e a mãe coloca uma música que ela gosta, a criança se acalma porque aumenta as endorfinas da gestante”. Essas endorfinas promovem uma sensação de bem estar tão grande, que o bebê carrega essa informação para fora do útero. A mesma música que relaxou a mãe durante a gravidez, pode acalmar o filho em uma crise de choro no futuro.

Entre a 18ª e 19ª semanas a mãe começa a sentir os movimentos da criança. Até a 20ª semana o bebê pesa meio quilo e tem de 20 a 22 centímetros de comprimento. Em quatro meses ele aumenta em cinco vezes o seu peso. Na 37ª semana ele está com dois quilos e meio em média, e seus órgãos já têm autonomia completa para funcionar sem ajuda externa.

Fora da barriga, o desenvolvimento neuropsicomotor é adquirido. “O bebê nasce com os neurônios desconectados, como fios de um computador desligados”, explica a pediatra e consultora do Bem Estar, doutora. Ana Escobar.

A sinapse, conexão desses fios, acontece numa velocidade muito alta. Um bebê é capaz de fazer 700 sinapses por minuto nos primeiros três meses de vida. A ligação desses neurônios tem um nome e chama-se neuroplasticidade.

O que estimula essas sinapses são os vínculos que o bebê estabelece com o seu cuidador. O carinho, a conversa, o contato olho no olho e o aconchego são importantíssimos, principalmente nos primeiros seis meses de vida. Aliado a isso, o estímulo com cores, sons, figuras, leituras e objetos também auxiliam no desenvolvimento.

Etapas do desenvolvimento
O desenvolvimento da criança acontece de cima para baixo, crânio-caudal nos termos médicos. Quando nasce, o bebê não enxerga direito, só vê vultos. O foco começa a aparecer no terceiro mês.

- Aos três meses o bebê também firma a cabeça.
- A partir do quinto mês ele já vira de lado.
- No sétimo mês senta sozinho.
- Aos nove meses começa a engatinhar.
- Com um ano de idade o bebê começa a andar.

No primeiro ano de vida o desenvolvimento motor é visto com maior destaque. A linguagem começa a se desenvolver aos nove meses, mas ganha força a partir do primeiro ano. Nessa fase já é possível ouvir “mama”, “papa”, “dá”, e a criança começa a compreender algumas coisas. Ela entende, por exemplo, quando alguém pergunta “cadê a mamãe?”, “cadê o papai?”.

O volume de aprendizado nesses primeiros mil dias é imenso. Cabe aos pais e a todos que fazem parte da vida da criança estimular esse desenvolvimento.

Bem Estar - Colunistas