Espaço do Nando
Tibiriçá
Na geografia, costuma-se dizer que a paisagem urbana é um dos principais elementos concretizadores dos fenômenos sociais, econômicos e culturais de uma população. O centro comercial, as áreas de lazer, o fluxo das principais vias, as edificações, enfim, tudo o que diz respeito à disposição física da cidade, reflete suas tendências, comportamentos e transformações urbanas ao longo do tempo. Ou seja, a formação espacial de uma cidade é o reflexo ou consequência da formação social do seu povo.
Há aproximadamente três décadas atrás, as atividades comerciais de Presidente Venceslau eram marcantes na Avenida Tiradentes, bem como nas principais ruas e avenidas situadas em nosso centro geográfico. Naquela época, a Avenida Jorge Tibiriçá era predominantemente residencial, servindo basicamente como alternativa de fluxo dos habitantes da periferia em direção ao centro e vice-versa. Porém, o nosso crescimento populacional, (ainda que baixo), proporcionou o adensamento e o aumento no número de residências em bairros como a Vila Bonfim, Santa Filomena, Alvorada, Cecap, Vila Nova, entre outros. Com todo esse aumento no contingente populacional naquela área urbana de “Venceslau”, tornou-se natural a tendência da “Avenida Tibiriçá” transformar-se em uma nova artéria comercial e econômica de nossa cidade.
No decorrer dos anos, tornou-se inevitável notar o aparecimento cada vez maior de estabelecimentos comerciais ao longo da avenida, sendo que o fenômeno é observado em toda a sua extensão, desde a porção mais próxima ao centro, bem como - principalmente – nas áreas próximas à periferia. Impressiona não só a quantidade de estabelecimentos comerciais, como também a variedade dos segmentos de prestações de serviços ali encontrados.
O setor privado, com muita perspicácia, esteve atento a esta transformação e marcou presença maciça naquela área. E os políticos parecem que também tiveram essa percepção: as vitórias em eleições, que em outrora eram comemoradas no extinto coreto da Praça Nicolino Rondó, hoje são comemoradas na Rua Álvaro Antunes Coelho, adjacente à Avenida Jorge Tibiriçá. Portanto, não é novidade dizer que a região que compreende os “altos da Tibiriçá”, tornou-se um novo centro social e econômico, além de importante reduto político e estratégico de nossa cidade. Um centro emergente, que surgiu não com o objetivo de competir com nosso centro histórico e tradicional, mas sim, para simbolizar dinamismo, diversidade e inclusão. Enfim, um novo centro que surgiu espontaneamente com o intuito de somar, e não dividir.
Fernando Freitas é Funcionário Público Estadual e escreve às quartas-feiras.
4 comentários:
Parabéns Fernando excelente texto,na minha humilde e modesta opinião,os Altos da Tibiriçá é o nosso "Ana Jacinta"!
A propósito podemos dizer que houve divisão sim,comércio concentrado é comércio sólido,em Venceslau vemos uma verdadeira descentralização comercial,que provoca um enfraquecimento generalizado,a duração tem sido no máximo três anos,e as portas são fechadas,toninho,pode observar que os comerciantes estão igual pipoca,pula pra cá,pula pra lá,um grande exemplo é a migração de vários comércios para a Tibiriçá,em São paulo tem a vinte e cinco de março famosa por ser comércio concentrado,Venceslau vai ter sua rua famosa eu acredito que será AVENIDA JORGE TIBIRIÇÁ.
BOA COLOCAÇÃO FERNANDO,MORO NAS IMEDIAÇÕES E VC TEM TODA RAZÃO,A REGIÃO AQUI TA MUITO BEM SERVIDA,TEMOS QSE DE TUDO,E QSE NÃO PRECISAMOS IR AO CENTRO,TEMOS A FEIRA LIVRE,SUPERMERCADOS,LOTÉRICA ETC.UMA REGIÃO MUITO BOA DE MORAR E QUE CRESCE CADA DIA MAIS,...
Nossa! Quanta sabedoria! Ah, coitado!
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