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CRIME DE JORNAL
Com as informações em tempo real na primeira página dos navegadores de internet, assistir ao jornal televisivo meio que perdeu o sentido, sobretudo para os que, como eu, acabam ficando um bom tempo no computador.
Mesmo assim, hoje decidi que iria assistir um jornalzinho de final de tarde. O arrependimento apareceu logo no início quando a primeira notícia dava conta de um estuprador que havia vitimado mãe e filha. Era a primeira notícia e fiquei por ali mesmo imaginando que logo a tragédia daria lugar a algum alento... ledo engano. Insisti por meia hora até chegar a triste conclusão que jornal e tragédia podem ser considerados sinônimos neste país.
Não que as coisas ruins precisam ser ocultadas, mas imagino uma família sentada na sala curtindo uma telinha e tendo que apresentar toda aquela violência aos filhos, muitas vezes até sem se dar conta. As crianças podem imaginar que o crime é algo normal, que tragédia não deve motivar nosso compadecimento. Com alguns anos vivenciando doses homeopáticas desse tipo de estímulo, é bem provável que a insensibilidade passe a fazer parte do coração da maioria, fazendo com que tragédias só pertençam a suas vítimas.
Meu posicionamento pode até parecer utópico do ponto de vista da realidade atual, mas deixar que os cidadãos do futuro sejam estimulados de forma tão negativa pode se transformar num tiro no pé e com grosso calibre.
Nossas crianças já não brincam mais, estão ficando obesas pela falta de exercício físico, “desaprendem” o uso correto da gramática toda vez que enviam uma mensagem e, por fim, terão a intolerância como uma visão equivocada do que é certo.
Acho que precisamos rever algumas coisas e nos preocuparmos mais com o futuro cidadão que pretendemos para o futuro.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
Blog com notícias diárias sobre a movimentação da comunidade de Presidente Venceslau e região.
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quinta-feira, 23 de maio de 2013
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Post do Luciano Esposto
Post do Luciano
UMA VISÃO SIMPLISTA
Olhem a sua volta e reflitam comigo. A cada dia aumenta o número de jovens fazendo uso abusivo do álcool. Não é difícil perceber que alguns já estão dependentes e só os pais não veem. Saindo no sábado à noite isso é bem evidente. A galera se reúne, e bebe sem parar. Lá pelas tantas da madrugada as latinhas se empilham como troféus ao absurdo. Nada contra tomar umas desde que seja com responsabilidade. Mas o que vejo vai bem além disso. Muitos pais estão em casa dormindo e seus filhos estão pela noite enchendo a cara.
Junto com o álcool vem as drogas, e nem sempre nesta ordem ou vínculo. E sobre drogas posso afirmar que nossa cidade é quase um oásis porque na comparação com outras cidades do mesmo porte, por aqui os traficantes passam apertado. Claro que existe gente vendendo por aí o tempo todo e seria hipocrisia escrever que estamos livres desse câncer – quem me dera! - mas as apreensões são quase diárias.
Só que o álcool e as drogas não são um problema só nosso e sim mundial. A cada dia menos jovens terão a capacidade de assumir seu lugar no mercado de trabalho por pura incapacidade psicológica. Isso mesmo. Quem usa drogas fica incapacitado para o trabalho por perder uma quantidade absurda de neurônios a casa noite de farra. E isso vale também para os adeptos da maconha que vivem pregando seu uso como medicinal, por ser natural ou “fraquinha” e até liberada em alguns países.
Só para abrir um pequeno parênteses sobre o assunto, a maconha vendida de forma comercial nos países onde o consumo é liberado não tem o THC – Tetra Hidro Canabinol como princípio ativo, sendo mesmo um produto menos danoso e com poder de diminuir dores em doenças crônicas. A que chega às mãos dos viciados brasileiros tem o THC e faz mal, sim.
Mas aí eu pergunto: se uma boa parte dos jovens estão se incapacitando, como faremos para atender a demanda crescente de mão de obra?
Simples! Os melhores postos de trabalho, as cobiçadas posições de destaque e os altos salários serão meta apenas para os adolescentes com boa base familiar, criados dentro de igrejas e templos evangélicos, tendo Deus como sua fonte de temor e respeito. E não me refiro aqui aos domingueiros, ou seja, aqueles que vão orar aos domingos apenas na intenção de lavar a sujeira da semana.
Parece simplista essa analogia? Pois é assim que a coisa se mostra, simples e tão claro que só aos arrogantes e hipócritas não é dado a entender.
Acorda Brasil!
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
UMA VISÃO SIMPLISTA
Olhem a sua volta e reflitam comigo. A cada dia aumenta o número de jovens fazendo uso abusivo do álcool. Não é difícil perceber que alguns já estão dependentes e só os pais não veem. Saindo no sábado à noite isso é bem evidente. A galera se reúne, e bebe sem parar. Lá pelas tantas da madrugada as latinhas se empilham como troféus ao absurdo. Nada contra tomar umas desde que seja com responsabilidade. Mas o que vejo vai bem além disso. Muitos pais estão em casa dormindo e seus filhos estão pela noite enchendo a cara.
Junto com o álcool vem as drogas, e nem sempre nesta ordem ou vínculo. E sobre drogas posso afirmar que nossa cidade é quase um oásis porque na comparação com outras cidades do mesmo porte, por aqui os traficantes passam apertado. Claro que existe gente vendendo por aí o tempo todo e seria hipocrisia escrever que estamos livres desse câncer – quem me dera! - mas as apreensões são quase diárias.
Só que o álcool e as drogas não são um problema só nosso e sim mundial. A cada dia menos jovens terão a capacidade de assumir seu lugar no mercado de trabalho por pura incapacidade psicológica. Isso mesmo. Quem usa drogas fica incapacitado para o trabalho por perder uma quantidade absurda de neurônios a casa noite de farra. E isso vale também para os adeptos da maconha que vivem pregando seu uso como medicinal, por ser natural ou “fraquinha” e até liberada em alguns países.
Só para abrir um pequeno parênteses sobre o assunto, a maconha vendida de forma comercial nos países onde o consumo é liberado não tem o THC – Tetra Hidro Canabinol como princípio ativo, sendo mesmo um produto menos danoso e com poder de diminuir dores em doenças crônicas. A que chega às mãos dos viciados brasileiros tem o THC e faz mal, sim.
Mas aí eu pergunto: se uma boa parte dos jovens estão se incapacitando, como faremos para atender a demanda crescente de mão de obra?
Simples! Os melhores postos de trabalho, as cobiçadas posições de destaque e os altos salários serão meta apenas para os adolescentes com boa base familiar, criados dentro de igrejas e templos evangélicos, tendo Deus como sua fonte de temor e respeito. E não me refiro aqui aos domingueiros, ou seja, aqueles que vão orar aos domingos apenas na intenção de lavar a sujeira da semana.
Parece simplista essa analogia? Pois é assim que a coisa se mostra, simples e tão claro que só aos arrogantes e hipócritas não é dado a entender.
Acorda Brasil!
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
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quinta-feira, 2 de maio de 2013
Post do Luciano Esposto
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DIA DE FERROVIÁRIO
Algumas emoções nos assaltam de surpresa. E essa foi bem a sensação vivida na semana passada. Dentro da programação alusiva ao Dia do Ferroviário que se comemora dia 30 de Abril, a AVL programou além do café da manhã em sua sede, um delicioso passeio de trem. E de um sábado ensolarado na companhia dos bons amigos ferroviários para um delicioso café da manhã, partimos para um domingo numa mistura de nostalgia e magia.
Mas não era somente um trem e sim uma “Maria Fumaça” toda restaurada. A partida se deu na plataforma da estação de Paraguaçu Paulista com destino a Sapezal.
É muito difícil tentar explicar a sensação que tivemos ao vê-la saindo de uma garagem localizada ao lado de um velho barracão tal qual o nosso, hoje utilizado pelo pessoal das artes marciais.
Abriram a porta e logo sua chaminé começou a fumegar. Da plataforma tinha-se a impressão que esperávamos alguém importante, tamanha era a quantidade de pessoas e a euforia do grupo. A ansiedade inquietava os participantes de tal forma que facilmente me vi em 1982, quando aos 12 anos ficávamos no início da plataforma esperando entes queridos que viriam de longe. Era uma espera angustiante olhando para a curva do cemitério na tentativa de localizar a “cara” do “Bichão”.
Ali, a espera também era angustiante, mas o “Bichão” tinha jeito e vovozinho querido.
De repente um apito soprado junto com um tufo de vapor branco anunciou sua saída da garagem, rodando em nossa direção. Era lindo, amável e imponentemente velho. Seus vagões em madeira avermelhada lembravam uma época que não vivi, mas que lacrimejou olhares perdidos no silêncio de corações viajantes vendo nos bancos de madeira um tempo que já vai longe. Saudade machucada num presente impossível – estávamos realmente numa verdadeira “Maria Fumaça”.
Talvez volte outras vezes só para reencontrar a sensação de um tempo não vivido. Talvez consiga viajar novamente por olhares perdidos ou, quem sabe, reviva o deslumbre do reencontro entre passado e presente de jovens senhores ou velhas senhoras com seus comentários detalhados de histórias eufóricas de um tempo bom.
Ser ferroviário é algo que só o coração pode explicar. É um sentimento que lhe acompanha como se o trem guardasse peças feitas de gente, coisas que o tempo não apaga, mas que a lembrança recorda.
Os anos eram duros, o trabalho era árduo, mas o prazer sempre será eterno. Deixo meu abraço a todos os ferroviários desse país, especialmente aos da nossa extinta Fepasa.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
DIA DE FERROVIÁRIO
Algumas emoções nos assaltam de surpresa. E essa foi bem a sensação vivida na semana passada. Dentro da programação alusiva ao Dia do Ferroviário que se comemora dia 30 de Abril, a AVL programou além do café da manhã em sua sede, um delicioso passeio de trem. E de um sábado ensolarado na companhia dos bons amigos ferroviários para um delicioso café da manhã, partimos para um domingo numa mistura de nostalgia e magia.
Mas não era somente um trem e sim uma “Maria Fumaça” toda restaurada. A partida se deu na plataforma da estação de Paraguaçu Paulista com destino a Sapezal.
É muito difícil tentar explicar a sensação que tivemos ao vê-la saindo de uma garagem localizada ao lado de um velho barracão tal qual o nosso, hoje utilizado pelo pessoal das artes marciais.
Abriram a porta e logo sua chaminé começou a fumegar. Da plataforma tinha-se a impressão que esperávamos alguém importante, tamanha era a quantidade de pessoas e a euforia do grupo. A ansiedade inquietava os participantes de tal forma que facilmente me vi em 1982, quando aos 12 anos ficávamos no início da plataforma esperando entes queridos que viriam de longe. Era uma espera angustiante olhando para a curva do cemitério na tentativa de localizar a “cara” do “Bichão”.
Ali, a espera também era angustiante, mas o “Bichão” tinha jeito e vovozinho querido.
De repente um apito soprado junto com um tufo de vapor branco anunciou sua saída da garagem, rodando em nossa direção. Era lindo, amável e imponentemente velho. Seus vagões em madeira avermelhada lembravam uma época que não vivi, mas que lacrimejou olhares perdidos no silêncio de corações viajantes vendo nos bancos de madeira um tempo que já vai longe. Saudade machucada num presente impossível – estávamos realmente numa verdadeira “Maria Fumaça”.
Talvez volte outras vezes só para reencontrar a sensação de um tempo não vivido. Talvez consiga viajar novamente por olhares perdidos ou, quem sabe, reviva o deslumbre do reencontro entre passado e presente de jovens senhores ou velhas senhoras com seus comentários detalhados de histórias eufóricas de um tempo bom.
Ser ferroviário é algo que só o coração pode explicar. É um sentimento que lhe acompanha como se o trem guardasse peças feitas de gente, coisas que o tempo não apaga, mas que a lembrança recorda.
Os anos eram duros, o trabalho era árduo, mas o prazer sempre será eterno. Deixo meu abraço a todos os ferroviários desse país, especialmente aos da nossa extinta Fepasa.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
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quinta-feira, 25 de abril de 2013
Post do Luciano Esposto
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A MELHOR IDADE
Alguém já notou a quantidade de pessoas na maravilhosa fase da terceira idade? Digo maravilhosa porque, para muitos, é isso que representa. Um misto de liberdade causada pela aposentadoria e filhos já criados com o desejo de fazer coisas que ainda não fez. Já faz um tempo que agências de viagens e hotéis tem visto nessa galera um grande filão, pois não dependem de época do ano, férias ou coisa que os prenda. Desejam ir e simplesmente vão.
Certo autor disse que a velhice é o momento em que voltamos a ser crianças. Lendo assim parece até um retrocesso na vida, mas saibam que no momento em que deixamos a vida de criança é justamente o instante em que decidimos pela infelicidade. Ser criança é ser puro. É rir à toa e não se preocupar com rótulos. É falar o que pensa sem o desejo de querer dizer sempre o certo ou parecer politicamente correto. Ser criança, indubitavelmente, é ser aquilo para o qual fomos criados.
Por outro lado, a idade tem lá seu lado nem tão feliz assim. O avanço de tantos janeiros cobra do corpo um pedágio pago com algumas limitações físicas, um colesterolzinho ou uma diabetes de leve, nada que um medicamento não controle. O médico deixa de ser aquele sujeito que raramente vemos para ser um grande amigo, alguém a ser lembrado todo o tempo e visitado vez por outra.
Os medos dessa época são comuns a todos e bem claros: adoecer sem ter alguém por perto, sofrer um tombo inesperado, perder o cônjuge de tantos anos ou acabar dependendo do Estado para um tratamento médico. Acho até que este último deve ser o pior dos medos, pelo menos na minha opinião.
De qualquer forma, a melhor idade não é época para reclamar e sim para regalar-se com todos os amigos antigos e novos. É tempo de viajar ou de levar um netinho para passear e contar-lhe histórias de um passado que nunca imaginaria. É momento de viver uma vida que, mesmo não sendo tão longa quanto os dias que o levaram até ali, que seja maravilhosa enquanto dure.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
A MELHOR IDADE
Alguém já notou a quantidade de pessoas na maravilhosa fase da terceira idade? Digo maravilhosa porque, para muitos, é isso que representa. Um misto de liberdade causada pela aposentadoria e filhos já criados com o desejo de fazer coisas que ainda não fez. Já faz um tempo que agências de viagens e hotéis tem visto nessa galera um grande filão, pois não dependem de época do ano, férias ou coisa que os prenda. Desejam ir e simplesmente vão.
Certo autor disse que a velhice é o momento em que voltamos a ser crianças. Lendo assim parece até um retrocesso na vida, mas saibam que no momento em que deixamos a vida de criança é justamente o instante em que decidimos pela infelicidade. Ser criança é ser puro. É rir à toa e não se preocupar com rótulos. É falar o que pensa sem o desejo de querer dizer sempre o certo ou parecer politicamente correto. Ser criança, indubitavelmente, é ser aquilo para o qual fomos criados.
Por outro lado, a idade tem lá seu lado nem tão feliz assim. O avanço de tantos janeiros cobra do corpo um pedágio pago com algumas limitações físicas, um colesterolzinho ou uma diabetes de leve, nada que um medicamento não controle. O médico deixa de ser aquele sujeito que raramente vemos para ser um grande amigo, alguém a ser lembrado todo o tempo e visitado vez por outra.
Os medos dessa época são comuns a todos e bem claros: adoecer sem ter alguém por perto, sofrer um tombo inesperado, perder o cônjuge de tantos anos ou acabar dependendo do Estado para um tratamento médico. Acho até que este último deve ser o pior dos medos, pelo menos na minha opinião.
De qualquer forma, a melhor idade não é época para reclamar e sim para regalar-se com todos os amigos antigos e novos. É tempo de viajar ou de levar um netinho para passear e contar-lhe histórias de um passado que nunca imaginaria. É momento de viver uma vida que, mesmo não sendo tão longa quanto os dias que o levaram até ali, que seja maravilhosa enquanto dure.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
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quinta-feira, 18 de abril de 2013
Post do Luciano Esposto
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| Foto: Marc Goodwin/EXAME.com |
ACONTECE NA DINAMARCA
De repente alguém imaginou uma escola que fosse moderna, mas não com relação ao prédio somente. Queriam algo que representasse a nova cara da juventude, com novos métodos que conseguissem se aproximar do adolescente que o mundo aprimora hoje. O mesmo adolescente que acorda e já vai para o Facebook, ou antes de ir ao banheiro manda um “oi” para um amigo ou namorado via SMS, deveria ser estimulado a aprender dentro da sua zona de conforto, abandonando velhos modelos ao mesmo tempo em que se lhe aproveita a essência.
Com essa visão, a Orestad Gymnasium, uma escola municipal de Copenhague, na Dinamarca, fundada em 2005, decidiu colocar mãos à obra e radicalizou. Instalada num prédio de cinco andares, com poucas salas tradicionais de quatro paredes, janelas e portas com vidro e muitas áreas coletivas abertas onde todos compartilham democraticamente do espaço, aboliu livros e cadernos.
Na Orestad Gymnasium, o aluno tem como material apenas um computador portátil. Nele são ministradas aulas de todas as matérias de forma mais intensa e interativa. Professores acompanham o desenvolvimento de cada aluno nas tarefas feitas on-line e off-line ou nos trabalhos desenvolvidos durante as aulas, seja sozinho ou em grupo.
No grande saguão todos se acomodam como querem e da forma que lhes dê prazer. Sentam pelo chão ou utilizam-se das diversas mesas e cadeiras fixas espalhadas pelo local.
As poucas salas tradicionais são usadas para atividades bem específicas, motivo pelo qual existem em números bem reduzidos.
Aí você deve estar se perguntando: Isso deve ser uma bagunça sem tamanho. Ninguém deve fazer absolutamente nada e o “converseiro” deve ser geral... uma festa. Mas não é!
Um potente software controla tudo, sendo impossível acessar vídeos do YouTube ou ficar de boa navegando perdidamente pela internet.
O sistema deu tão certo que já chamou a atenção de outros países como os EUA onde a iSchool, uma escola de Nova York, depois de adotar o mesmo método conseguiu aprovar 95% dos seus alunos nas universidades.
A tendência mundial, segundo especialistas, é que o método seja propalado mundo a fora com a mesma velocidade que a web consegue transmitir suas informações.
Ah... e nós brasileiros? Bom, enquanto aceitarmos a progressão continuada, dificilmente chegaremos lá.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
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quinta-feira, 11 de abril de 2013
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MUNDO ENCURRALADO
O mundo definitivamente virou um grande quintal, semelhante aos antigos terreiros de casarões do café e algo que acontece bem longe daqui deixou de ser um fato isolado para causar danos por toda parte.
Venderam carne de cavalo como se fosse bovina e hambúrgueres foram fabricados e comidos em tempo real mundo a fora. Países menores na Europa não conseguem pagar suas contas e lá se vai nossa meta de inflação. A Coreia deseja atacar países vizinhos e o mundo todo fica apreensivo se bem que, sendo bem sincero, a situação é semelhante a uma criança atirando pedras contra o traseiro de um elefante, ora essa. Será que não existe ninguém naquele país miserável capaz de mostrar àquele insano que guerrear não é o mesmo que jogar WAR? Ele não teria um tio ou uma madrinha para lhe dar umas boas palmadas e colocá-lo de castigo? (desculpem, não resisti)
Bem, isso só evidencia que o mundo, apesar de grande, ainda conserva disparates primários como este.
Mas essa dita globalização não para por aí. Ao mesmo tempo em que as tecnologias avançam na medicina dando novas soluções para problemas impensáveis, o mundo continua à beira do caos, pois o petróleo ainda é a principal mola propulsora não só para a fabricação de combustíveis, já que existem subprodutos deste óleo que são de suma importância e ainda não acharam substituto à altura.
E o problema da energia elétrica? Ninguém mais consegue viver sem ela, pois sua falta certamente faria o mundo parar e as fontes geradoras já não estão dando conta das necessidades existentes.
Não sou pessimista mas admito que algumas fragilidades são tão evidentes que seria insano desconsiderá-las. Fico pensando no que será das próximas gerações com essa falta de rédea com os filhos, com os casamentos sendo relegados a segundo plano, com a falta de princípios morais que balizem todas as condutas, sejam na vida privada ou coletiva.
E sobre princípio moral, já li opiniões de renomados historiadores dando esta como a razão principal do declínio de Roma, o maior império do passado. Roma ruiu como um castelo de cartas vítima de egoísmos pessoais. O “X” da questão é que o mesmo egoísmo encontra-se residindo em grande parte dos corações mundo a fora.
E a nós, meros mortais da casta inferior, só resta orar.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
MUNDO ENCURRALADO
O mundo definitivamente virou um grande quintal, semelhante aos antigos terreiros de casarões do café e algo que acontece bem longe daqui deixou de ser um fato isolado para causar danos por toda parte.
Venderam carne de cavalo como se fosse bovina e hambúrgueres foram fabricados e comidos em tempo real mundo a fora. Países menores na Europa não conseguem pagar suas contas e lá se vai nossa meta de inflação. A Coreia deseja atacar países vizinhos e o mundo todo fica apreensivo se bem que, sendo bem sincero, a situação é semelhante a uma criança atirando pedras contra o traseiro de um elefante, ora essa. Será que não existe ninguém naquele país miserável capaz de mostrar àquele insano que guerrear não é o mesmo que jogar WAR? Ele não teria um tio ou uma madrinha para lhe dar umas boas palmadas e colocá-lo de castigo? (desculpem, não resisti)
Bem, isso só evidencia que o mundo, apesar de grande, ainda conserva disparates primários como este.
Mas essa dita globalização não para por aí. Ao mesmo tempo em que as tecnologias avançam na medicina dando novas soluções para problemas impensáveis, o mundo continua à beira do caos, pois o petróleo ainda é a principal mola propulsora não só para a fabricação de combustíveis, já que existem subprodutos deste óleo que são de suma importância e ainda não acharam substituto à altura.
E o problema da energia elétrica? Ninguém mais consegue viver sem ela, pois sua falta certamente faria o mundo parar e as fontes geradoras já não estão dando conta das necessidades existentes.
Não sou pessimista mas admito que algumas fragilidades são tão evidentes que seria insano desconsiderá-las. Fico pensando no que será das próximas gerações com essa falta de rédea com os filhos, com os casamentos sendo relegados a segundo plano, com a falta de princípios morais que balizem todas as condutas, sejam na vida privada ou coletiva.
E sobre princípio moral, já li opiniões de renomados historiadores dando esta como a razão principal do declínio de Roma, o maior império do passado. Roma ruiu como um castelo de cartas vítima de egoísmos pessoais. O “X” da questão é que o mesmo egoísmo encontra-se residindo em grande parte dos corações mundo a fora.
E a nós, meros mortais da casta inferior, só resta orar.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
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quinta-feira, 4 de abril de 2013
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JOVEM MAL EDUCADO, ADULTO PERIGOSO
A notícia dos danos no banheiro da praça Nicolino Rondó me entristeceu. Por um momento, lembrei-me de todas as mudas plantadas na pista de caminhada com seus caules quebrados como o foram das palmeiras na rua do Fórum. O “leãozinho” da praça do Lions também foi “sequestrado” e tomou sumiço. O banco do Bosque e as plaquinhas escritas “Pau Brasil” na praça central, já solteiras com as mudas arrancadas, dão uma ideia do problema.
Pior que o dano propriamente dito é perceber nossa parcela de culpa. Sim, digo nossa parcela porque, ledo engano, o fato provavelmente foi praticado por jovens, provando nossa incapacidade de estimula-los adequadamente.
Educadores em geral entendem bem deste assunto. Sabem da importância do estímulo adequado no momento oportuno. Nascemos “vazios” de experiências, sendo que boa parte da nossa personalidade dependerá exclusivamente do tipo e da qualidade do conteúdo colocado nesta caixa chamada cérebro.
É da família, na minha opinião, a maior responsabilidade com este conteúdo, e dela será a responsabilidade de adicionar conceitos que farão a base do raciocínio, criando parâmetros e princípios que nos balizarão para o resto da vida. Quem danifica o bem público certamente não conheceu em casa o respeito e a lógica de estar destruindo aquilo que também lhe pertence. Quem danifica um orelhão, faz contra si mesmo, pois estando frente a frente com o equipamento, muito provavelmente precisará mais dele do que ele de você.
Num segundo momento, já na escola, o restante desta bagagem será acrescentado com estímulos e conhecimentos proporcionado pelos educadores. Ali, no universo escolar, muito pode ser feito pelo individual e pelo coletivo. Já que professor deixou mesmo de apenas lecionar (o que é lamentável pois mostra a fragilidade das famílias), outros profissionais precisam fazer parte desse trabalho. Psicopedagogos, produtores artísticos, assistentes sociais e membros da comunidade precisam tomar seus lugares assumindo o papel de co-responsáveis por um conteúdo tão importante para o indivíduo como o será para o coletivo.
Um grande país só se constrói com educação de qualidade.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
JOVEM MAL EDUCADO, ADULTO PERIGOSO
A notícia dos danos no banheiro da praça Nicolino Rondó me entristeceu. Por um momento, lembrei-me de todas as mudas plantadas na pista de caminhada com seus caules quebrados como o foram das palmeiras na rua do Fórum. O “leãozinho” da praça do Lions também foi “sequestrado” e tomou sumiço. O banco do Bosque e as plaquinhas escritas “Pau Brasil” na praça central, já solteiras com as mudas arrancadas, dão uma ideia do problema.
Pior que o dano propriamente dito é perceber nossa parcela de culpa. Sim, digo nossa parcela porque, ledo engano, o fato provavelmente foi praticado por jovens, provando nossa incapacidade de estimula-los adequadamente.
Educadores em geral entendem bem deste assunto. Sabem da importância do estímulo adequado no momento oportuno. Nascemos “vazios” de experiências, sendo que boa parte da nossa personalidade dependerá exclusivamente do tipo e da qualidade do conteúdo colocado nesta caixa chamada cérebro.
É da família, na minha opinião, a maior responsabilidade com este conteúdo, e dela será a responsabilidade de adicionar conceitos que farão a base do raciocínio, criando parâmetros e princípios que nos balizarão para o resto da vida. Quem danifica o bem público certamente não conheceu em casa o respeito e a lógica de estar destruindo aquilo que também lhe pertence. Quem danifica um orelhão, faz contra si mesmo, pois estando frente a frente com o equipamento, muito provavelmente precisará mais dele do que ele de você.
Num segundo momento, já na escola, o restante desta bagagem será acrescentado com estímulos e conhecimentos proporcionado pelos educadores. Ali, no universo escolar, muito pode ser feito pelo individual e pelo coletivo. Já que professor deixou mesmo de apenas lecionar (o que é lamentável pois mostra a fragilidade das famílias), outros profissionais precisam fazer parte desse trabalho. Psicopedagogos, produtores artísticos, assistentes sociais e membros da comunidade precisam tomar seus lugares assumindo o papel de co-responsáveis por um conteúdo tão importante para o indivíduo como o será para o coletivo.
Um grande país só se constrói com educação de qualidade.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
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quinta-feira, 28 de março de 2013
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CONCURSO PARA BRASÍLIA
Navegando na internet vi o anúncio de um concurso da União para diversos cargos com salários de até 21 mil. Foi impossível não satirizar com amigos dizendo que haveria concurso para deputado e senador. Logo chegamos a algumas conclusões bem interessantes:
– Seria muito divertido começar a semana na terça e terminar na quinta;
– Quase antológico, sentar-se ao lado do Tiririca e ficar rindo enquanto alguém fala sei lá o que na tal da tribuna;
– Com um pouco de sorte, jogaríamos uma bolinha com o Romário na quarta à noite junto com deputados e senadores tão ilustres quanto desconhecidos;
– Viveríamos às custas do povo auxiliados pelas ditas verbas de moradia, gabinete, paletó e etc...
– O ano só iniciaria depois do carnaval mesmo que o País precisasse votar o orçamento antes de terminar o ano anterior;
– A cada quatro anos, sumiríamos de Brasília para uma infindável turnê eleitoral também conhecida como “trabalhar nas bases”;
– Aumentaríamos nosso rol de amigos incluindo pessoas importantíssimas para o País como Eike Batista, Renan Calheiros e etc...
– Com um pouco de sorte teríamos noitadas animadas e finais de semana bancados por empresários sempre muito “amigos”.
Mas, pensando bem, chegamos à conclusão de que estando em Brasília sempre haverá o risco de ser preso justa ou injustamente. Assim, decidimos fazer a inscrição para o próximo BBB, porque lá a gente finge que ri, finge que chora e até finge que gosta uns dos outros, correndo o risco de levar uma boa grana depois de um tempo.
Qualquer semelhança é mera casualidade.
Acorda Brasil!!
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
CONCURSO PARA BRASÍLIA
Navegando na internet vi o anúncio de um concurso da União para diversos cargos com salários de até 21 mil. Foi impossível não satirizar com amigos dizendo que haveria concurso para deputado e senador. Logo chegamos a algumas conclusões bem interessantes:
– Seria muito divertido começar a semana na terça e terminar na quinta;
– Quase antológico, sentar-se ao lado do Tiririca e ficar rindo enquanto alguém fala sei lá o que na tal da tribuna;
– Com um pouco de sorte, jogaríamos uma bolinha com o Romário na quarta à noite junto com deputados e senadores tão ilustres quanto desconhecidos;
– Viveríamos às custas do povo auxiliados pelas ditas verbas de moradia, gabinete, paletó e etc...
– O ano só iniciaria depois do carnaval mesmo que o País precisasse votar o orçamento antes de terminar o ano anterior;
– A cada quatro anos, sumiríamos de Brasília para uma infindável turnê eleitoral também conhecida como “trabalhar nas bases”;
– Aumentaríamos nosso rol de amigos incluindo pessoas importantíssimas para o País como Eike Batista, Renan Calheiros e etc...
– Com um pouco de sorte teríamos noitadas animadas e finais de semana bancados por empresários sempre muito “amigos”.
Mas, pensando bem, chegamos à conclusão de que estando em Brasília sempre haverá o risco de ser preso justa ou injustamente. Assim, decidimos fazer a inscrição para o próximo BBB, porque lá a gente finge que ri, finge que chora e até finge que gosta uns dos outros, correndo o risco de levar uma boa grana depois de um tempo.
Qualquer semelhança é mera casualidade.
Acorda Brasil!!
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
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quinta-feira, 21 de março de 2013
Post do Luciano Esposto
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| Foto: wordpress.com |
MINISTRO ATITUDE
Um determinado juiz de Direito é descoberto proporcionando facilidades a alguns advogados em certos processos. O CNJ – Conselho Nacional de Justiça, responsável por julgar o caso, decidiu na última terça feira (19.03.13) pela aposentadoria compulsória ou punição do pijama, como alguns preferem se referir a este tipo de “condenação”... coisas do judiciário brasileiro.
Na verdade, acho isso um absurdo. Juiz é funcionário público, prestador de serviço público e é remunerado pelos impostos como todos os outros, ainda que de elevada importância e merecedor de todo o respeito. Penso que aposentadoria compulsória não faz exemplo a ninguém, muito pelo contrário, acaba por incentivar os descabeçados (porque só sendo muito burro para agir assim) a transigir.
Ademais, este tipo de falta cometida por juízes sempre causará um constrangimento desleal à classe, ferindo a maioria dos magistrados que atuam dignamente e merecem o cargo que ocupam.
Mas, neste caso, minha opinião é irrelevante. Porque relevante foi a defesa feita pelo ministro Joaquim Barbosa a favor de punir todos os juízes que resolvem esquecer qual seu verdadeiro papel numa sociedade organizada.
Veja um pedacinho da conversa entre o min. Joaquim Barbosa e o min. Tourinho Neto, único voto contrário à condenação:
“- Ele é negligente. Mas desonesto ele não é!...
- Ah, se fôssemos fazer isso, senhor presidente, quantos juízes nós teríamos que colocar pra fora? Quantos ministros nós teríamos que colocar para fora?” - Tourinho Neto, desembargador do TRF 1ª Região.
“- Eu acho que há muitos, sim, pra botar pra fora.
- Mas nós podemos mudar a nossa Justiça. Esse conluio entre juízes e advogados é o que há de mais pernicioso. Nós sabemos que há decisões graciosas, condescendentes...” - min. Joaquim Barbosa – pres. do Supremo Tribunal Federal.
Com esta ótica sobre o certo e o errado, o nobre ministro terá vaga garantida no rol dos ídolos deste País.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
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quinta-feira, 14 de março de 2013
Post do Luciano Esposto
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TV NOSTALGIA
Certa vez ouvi um amigo dizendo que o computador lograria a utilidade da TV, porém, como dizem os adolescentes: “só que não!”
Em recente evento sobre mídias ocorrido em Barcelona, Christian Frenza, executivo da Ericssom, mostrou com muita propriedade o destino da programação e utilização dos televisores para um futuro bem próximo. A tecnologia 4G, aliada a nuvem computacional (local centralizador de dados fora do PC pessoal), permitirá uma programação mais interativa, proporcionando ao usuário assistir o programa favorito mesmo que já tenha começado, ou ainda, assistir somente aquilo que for do seu agrado dentro do rol de possibilidades existentes.
No evento chamado “Mobile World Congress (MWC) 2013” ficou claro que “a TV do futuro é a TV como o usuário quiser”, ou seja, uma TV sem horário definido, na qual o prazer do entretenimento nunca margeará a sensação de aprisionamento causada pelo relógio e o programa a ser assistido virá de uma grade pré-selecionada pelo próprio usuário via login (uso de senha).
A meu ver isso será um grande avanço, contudo, sendo o ser humano como é – complicadíssimo – tudo precisará ser bem conversado ou a filha adolescente conflitará com o papai pelo jornal que, por sua vez, atrapalhará o futebol do filho mais velho fazendo com que a mamãe não consiga assistir a novela.
Aí você, meu respeitado leitor, pensaria assim: Fácil de resolver, desde que haja uma TV para cada integrante da família. E lá se vão aquelas noites deliciosas em família, com todos na sala reunidos, ainda que mudos no pé da Televisão, esperando o intervalo para o costumeiro corre-corre, indo um a geladeira sem que consiga chegar ao destino e ouvir o grito de alguém pedindo “traga água pra mim...” ao mesmo tempo em que outro se aventura no banheiro para um “servicinho” tão breve quanto os poucos minutos do intervalo permitir.
Acho que sou meio nostálgico.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
TV NOSTALGIA
Certa vez ouvi um amigo dizendo que o computador lograria a utilidade da TV, porém, como dizem os adolescentes: “só que não!”
Em recente evento sobre mídias ocorrido em Barcelona, Christian Frenza, executivo da Ericssom, mostrou com muita propriedade o destino da programação e utilização dos televisores para um futuro bem próximo. A tecnologia 4G, aliada a nuvem computacional (local centralizador de dados fora do PC pessoal), permitirá uma programação mais interativa, proporcionando ao usuário assistir o programa favorito mesmo que já tenha começado, ou ainda, assistir somente aquilo que for do seu agrado dentro do rol de possibilidades existentes.
No evento chamado “Mobile World Congress (MWC) 2013” ficou claro que “a TV do futuro é a TV como o usuário quiser”, ou seja, uma TV sem horário definido, na qual o prazer do entretenimento nunca margeará a sensação de aprisionamento causada pelo relógio e o programa a ser assistido virá de uma grade pré-selecionada pelo próprio usuário via login (uso de senha).
A meu ver isso será um grande avanço, contudo, sendo o ser humano como é – complicadíssimo – tudo precisará ser bem conversado ou a filha adolescente conflitará com o papai pelo jornal que, por sua vez, atrapalhará o futebol do filho mais velho fazendo com que a mamãe não consiga assistir a novela.
Aí você, meu respeitado leitor, pensaria assim: Fácil de resolver, desde que haja uma TV para cada integrante da família. E lá se vão aquelas noites deliciosas em família, com todos na sala reunidos, ainda que mudos no pé da Televisão, esperando o intervalo para o costumeiro corre-corre, indo um a geladeira sem que consiga chegar ao destino e ouvir o grito de alguém pedindo “traga água pra mim...” ao mesmo tempo em que outro se aventura no banheiro para um “servicinho” tão breve quanto os poucos minutos do intervalo permitir.
Acho que sou meio nostálgico.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
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quinta-feira, 7 de março de 2013
Post do Luciano Esposto
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MORTE DE UM POETA
Existem pessoas públicas que só no falecimento percebemos sua importância e Alexandre Magno Abrão – o Chorão da Banda Charlie Brown Jr. – é um exemplo disso.
Difícil defini-lo enquanto pessoa, pois, para fazê-lo sem injustiça, precisaríamos conhecê-lo de perto. Fato é que das celebridades sabemos apenas o que a mídia nos mostra que, casualmente, sempre estará ligado à vendagem de notícias. Uma da qual me lembro bem foi a discussão, em pleno palco durante um show, com um guitarrista. Uma cena triste de falta de respeito, mas contornada dias depois.
Mas tirar de cenas como esta a classificação de um perfil seria leviano demais. Então, vou tentar expressar o meu ponto de vista a respeito do Chorão.
- Livre: Ele sempre deixou uma mensagem oculta sobre a liberdade. O skate, uma de suas paixões, simbolizava bem isso. A pouca atenção à própria carreira era outra evidência marcante e talvez algo a ser imitado. Será que a vida não seria mais prazerosa se ligássemos menos para tudo?
- Desapegado: Não ligava para rótulos ou que fosse taxado disso ou daquilo. Fazia o que seu coração mandava e ele “mandava” muito bem. Foi este mesmo coração que presenteou o mundo com frases únicas, eternizadas em algumas canções.
- Sentimental: Muito do que cantava vinha de letras poéticas e bem elaboradas. A internet está cheia de trechos delas. Para os que nunca curtiram suas músicas, poderão se deliciar com a poesia simples e pura contida em algumas canções. Na minha modesta opinião, as únicas canções que eternizam são as baseadas em letras poéticas.
- Sempre Jovem: Conseguia ser emblemático. Tinha ao seu redor fãs com idades das mais variadas, creio eu, pela mistura de poesia, comportamento e ritmo, sempre uma receita de sucesso.
- Desatento: Talvez esta seja sua maior lição. A desatenção faz parte da vida dos jovens e de alguns adultos, também. Em alguns casos é inofensiva, contudo, se coadjuvante numa vida intensa e cheia de grandes paixões acabará em catástrofe.
Sim, acho que a desatenção foi o meio que o levou à morte. Desatenção a coisas importantes como os bons conselhos daqueles que nos amam, de se abster ao uso de drogas, de cuidar para que a bebida não o favoreça fazer e falar coisas que sempre causam arrependimento, enfim, de cuidar da própria vida em si.
Acho que o Chorão era assim mesmo: intenso como o rock e sensível como os poetas e, sobretudo, grande... grande como sua música sempre será.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
MORTE DE UM POETA
Existem pessoas públicas que só no falecimento percebemos sua importância e Alexandre Magno Abrão – o Chorão da Banda Charlie Brown Jr. – é um exemplo disso.
Difícil defini-lo enquanto pessoa, pois, para fazê-lo sem injustiça, precisaríamos conhecê-lo de perto. Fato é que das celebridades sabemos apenas o que a mídia nos mostra que, casualmente, sempre estará ligado à vendagem de notícias. Uma da qual me lembro bem foi a discussão, em pleno palco durante um show, com um guitarrista. Uma cena triste de falta de respeito, mas contornada dias depois.
Mas tirar de cenas como esta a classificação de um perfil seria leviano demais. Então, vou tentar expressar o meu ponto de vista a respeito do Chorão.
- Livre: Ele sempre deixou uma mensagem oculta sobre a liberdade. O skate, uma de suas paixões, simbolizava bem isso. A pouca atenção à própria carreira era outra evidência marcante e talvez algo a ser imitado. Será que a vida não seria mais prazerosa se ligássemos menos para tudo?
- Desapegado: Não ligava para rótulos ou que fosse taxado disso ou daquilo. Fazia o que seu coração mandava e ele “mandava” muito bem. Foi este mesmo coração que presenteou o mundo com frases únicas, eternizadas em algumas canções.
- Sentimental: Muito do que cantava vinha de letras poéticas e bem elaboradas. A internet está cheia de trechos delas. Para os que nunca curtiram suas músicas, poderão se deliciar com a poesia simples e pura contida em algumas canções. Na minha modesta opinião, as únicas canções que eternizam são as baseadas em letras poéticas.
- Sempre Jovem: Conseguia ser emblemático. Tinha ao seu redor fãs com idades das mais variadas, creio eu, pela mistura de poesia, comportamento e ritmo, sempre uma receita de sucesso.
- Desatento: Talvez esta seja sua maior lição. A desatenção faz parte da vida dos jovens e de alguns adultos, também. Em alguns casos é inofensiva, contudo, se coadjuvante numa vida intensa e cheia de grandes paixões acabará em catástrofe.
Sim, acho que a desatenção foi o meio que o levou à morte. Desatenção a coisas importantes como os bons conselhos daqueles que nos amam, de se abster ao uso de drogas, de cuidar para que a bebida não o favoreça fazer e falar coisas que sempre causam arrependimento, enfim, de cuidar da própria vida em si.
Acho que o Chorão era assim mesmo: intenso como o rock e sensível como os poetas e, sobretudo, grande... grande como sua música sempre será.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
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GAROTA DA PRAIA
Um lindo dia e uma mulher resolve ir à praia. Deixou o marido em casa ou no trabalho, não importa, pegou os filhos, gêmeos de 9 anos, e lá foram curtir um bom banho de mar. Na chegada logo encontraram amigos e pessoas conhecidas. Ficaram por ali curtindo o que a natureza tem de melhor - o mar. Até aí tudo parece perfeito. O problema é o que vem logo em seguida.
Lá pelas tantas a moça iniciou uma paquera com um homem das imediações. Resumindo a história, momentos depois fora filmada fazendo “flexões” sobre seu colo, deixando os espectadores que, neste caso, já perfaziam uma pequena multidão de perplexos, na dúvida se estariam mesmo fazendo sexo ali, na praia, entre banhista de todas as idades.
Em tempos modernos tudo vira filme de celular e lá se foi a tal imagem rumo à internet à disposição de todos. Quem assistiu duvida que aquilo não seja um ato sexual dos mais irresponsáveis, por sinal. Ora, ninguém tem nada com a vida dos outros, mas convenhamos, sexo ainda que com a água a cobrir os genitais, numa praia lotada e sob olhares curiosos de crianças e até desejosos de alguns velhinhos é pura irresponsabilidade, falta de bom senso e desrespeito, para não dizer desumano (no caso dos velhinhos).
Em resumo, o episódio virou notícia nos meios eletrônicos e logo todos queriam entrevistar a tal moçoila que jurava: “tudo não passou de um beijo”.
A propósito, foi a justificativa dada ao esposo que, entrevistado, afirmou confiar na esposa ainda que não tenha visto o vídeo.
- “ Se ela disse que só beijou eu acredito nela e não vou me separar por causa disso”. Claro, beijo pode, ao menos na concepção do esposo, o que me faz temer a resposta se alguém perguntasse o que não pode.
Acho que as relações humanas estão ficando complexas demais. O certo e o errado tornaram-se coisas tão subjetivas que cabe a cada um fazer suas próprias regras.
Mundo complicado o nosso.
Ah. Esqueci de mencionar que tão logo a multidão de espectadores percebeu que “terminaram”, foram ovacionados em coro. Seria por emoção ou represália?
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
GAROTA DA PRAIA
Um lindo dia e uma mulher resolve ir à praia. Deixou o marido em casa ou no trabalho, não importa, pegou os filhos, gêmeos de 9 anos, e lá foram curtir um bom banho de mar. Na chegada logo encontraram amigos e pessoas conhecidas. Ficaram por ali curtindo o que a natureza tem de melhor - o mar. Até aí tudo parece perfeito. O problema é o que vem logo em seguida.
Lá pelas tantas a moça iniciou uma paquera com um homem das imediações. Resumindo a história, momentos depois fora filmada fazendo “flexões” sobre seu colo, deixando os espectadores que, neste caso, já perfaziam uma pequena multidão de perplexos, na dúvida se estariam mesmo fazendo sexo ali, na praia, entre banhista de todas as idades.
Em tempos modernos tudo vira filme de celular e lá se foi a tal imagem rumo à internet à disposição de todos. Quem assistiu duvida que aquilo não seja um ato sexual dos mais irresponsáveis, por sinal. Ora, ninguém tem nada com a vida dos outros, mas convenhamos, sexo ainda que com a água a cobrir os genitais, numa praia lotada e sob olhares curiosos de crianças e até desejosos de alguns velhinhos é pura irresponsabilidade, falta de bom senso e desrespeito, para não dizer desumano (no caso dos velhinhos).
Em resumo, o episódio virou notícia nos meios eletrônicos e logo todos queriam entrevistar a tal moçoila que jurava: “tudo não passou de um beijo”.
A propósito, foi a justificativa dada ao esposo que, entrevistado, afirmou confiar na esposa ainda que não tenha visto o vídeo.
- “ Se ela disse que só beijou eu acredito nela e não vou me separar por causa disso”. Claro, beijo pode, ao menos na concepção do esposo, o que me faz temer a resposta se alguém perguntasse o que não pode.
Acho que as relações humanas estão ficando complexas demais. O certo e o errado tornaram-se coisas tão subjetivas que cabe a cada um fazer suas próprias regras.
Mundo complicado o nosso.
Ah. Esqueci de mencionar que tão logo a multidão de espectadores percebeu que “terminaram”, foram ovacionados em coro. Seria por emoção ou represália?
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
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FUGINDO DE TREM
Como de costume, chegamos e nos jogamos pela plataforma do velho barracão da Fepasa tentando descansar um pouco, aproveitando da sombra e do vento.
Aparecer por ali naquele horário era tão certo quanto as badaladas do sino da igreja marcando dezessete horas.
Nem bem o sangue esfriou e o tilintar dos trilhos já anunciavam a chegada do cargueiro que vinha de Presidente Epitácio com destino a sei lá onde. Serpenteou pela curva balançando de um lado para o outro como se fosse uma cobra gigante. Passou pelo elevado e logo estava cruzando nossa frente.
Desta vez todos os vagões eram tipo baú com duas portas grandes, uma de cada lado e, a julgar pelo rangido, estavam vazios. Dei uma olhada e vi uma das portas aberta. Nos olhamos em silêncio e a cumplicidade dos anos falou por si. Pulamos imediatamente vagão à dentro ficando escondidos numa das extremidades para não sermos vistos. Era chegado o dia da grande aventura e iriamos viajar de trem sem destino, tal qual nos filmes de faroeste da Sessão da Tarde.
O vagão sacudia, rangia e nós, em silêncio, fingíamos uma falsa segurança de saber o que estávamos fazendo. Escureceu, bateu aquela fome e a sede já fazia parte da turnê como se fosse o quarto elemento, tamanha presença marcante.
Quando tudo parecia complicado e quase perdido, Flavinho levanta a grande questão:
- Mas e quando chegar em casa? Acho que vou apanhar!
- Isso que dá trazer criança. Fica com medo de tudo e acaba estragando o sonho da gente - disse Marcelo.
- Vocês acham mesmo que nossas mães iriam deixar a gente viajar de trem sozinhos? - disse Flavinho em tom de repreensão.
- Era apenas um sonho, Flavinho. E em sonhos não existem mães que brigam com os heróis – lamentou enfurecidamente, Marcelo.
- Mas....
- CALA BOCAAA!!! – dissemos Eu e Marcelo.
Naquele dia decidimos que nunca mais iríamos imaginar grandes aventuras na presença de crianças, afinal, isso era assunto para adultos, coisa de quem já tinha 10 anos.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
FUGINDO DE TREM
Como de costume, chegamos e nos jogamos pela plataforma do velho barracão da Fepasa tentando descansar um pouco, aproveitando da sombra e do vento.
Aparecer por ali naquele horário era tão certo quanto as badaladas do sino da igreja marcando dezessete horas.
Nem bem o sangue esfriou e o tilintar dos trilhos já anunciavam a chegada do cargueiro que vinha de Presidente Epitácio com destino a sei lá onde. Serpenteou pela curva balançando de um lado para o outro como se fosse uma cobra gigante. Passou pelo elevado e logo estava cruzando nossa frente.
Desta vez todos os vagões eram tipo baú com duas portas grandes, uma de cada lado e, a julgar pelo rangido, estavam vazios. Dei uma olhada e vi uma das portas aberta. Nos olhamos em silêncio e a cumplicidade dos anos falou por si. Pulamos imediatamente vagão à dentro ficando escondidos numa das extremidades para não sermos vistos. Era chegado o dia da grande aventura e iriamos viajar de trem sem destino, tal qual nos filmes de faroeste da Sessão da Tarde.
O vagão sacudia, rangia e nós, em silêncio, fingíamos uma falsa segurança de saber o que estávamos fazendo. Escureceu, bateu aquela fome e a sede já fazia parte da turnê como se fosse o quarto elemento, tamanha presença marcante.
Quando tudo parecia complicado e quase perdido, Flavinho levanta a grande questão:
- Mas e quando chegar em casa? Acho que vou apanhar!
- Isso que dá trazer criança. Fica com medo de tudo e acaba estragando o sonho da gente - disse Marcelo.
- Vocês acham mesmo que nossas mães iriam deixar a gente viajar de trem sozinhos? - disse Flavinho em tom de repreensão.
- Era apenas um sonho, Flavinho. E em sonhos não existem mães que brigam com os heróis – lamentou enfurecidamente, Marcelo.
- Mas....
- CALA BOCAAA!!! – dissemos Eu e Marcelo.
Naquele dia decidimos que nunca mais iríamos imaginar grandes aventuras na presença de crianças, afinal, isso era assunto para adultos, coisa de quem já tinha 10 anos.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
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DIVERSIDADE
Dizem que o Brasil é o país da diversidade, no que concordo plenamente. Temos uma das maiores diversidades animais e vegetais do planeta. Algumas espécies de vegetais sequer foram catalogadas, fato que emerge toda vez que alguém descobre uma nova variedade no vasto ambiente amazônico.
Mas como uma nação não é formada apenas de fauna e flora, nosso povo também é fruto de uma grande diversidade. Arrisco dizer que dificilmente outro país tenha uma possibilidade étnica tão invejável quanto a nossa. Tirando os índios – os verdadeiros brasileiros – o resto é descendente da alguém lá de fora.
Agora, duvido que algo represente melhor essa miscigenação cultural que a música, pois nela mostramos quem somos e de onde viemos. Inventam e reinventam ritmos e letras com uma velocidade de fazer inveja a qualquer país desenvolvido.
Claro que nem tudo nessa história merece admiração. Por mais que seja eclético e ouça praticamente todo tipo de música, é impossível ficar alheio a Gangnam Style do Psy e agora, mais recentemente, Lek Lek Lek do MC Federado e os Leleques. Concordo com a premissa de que só ouve quem quer, mas como se opor quando um veículo passa rua à dentro tocando em alto e bom tom? Como não ficar compadecido ao imaginar Renato Russo, Cazuza, Cassia Eller e outros tantos compositores brilhantes virarem-se em seus caixões com a simples passada de um carro em frente ao cemitério ao som de: Ah..Lelek..Lek..Lek..?
E os vivos, coitados. Como deve sofrer Caetano Veloso, Roberto Carlos, Djavan, Marisa Monte, Ana Carolina e tantos outros a quem Deus presenteou com o dom das notas musicais?
Por sorte passam pela história da música do mesmo jeito que os carros com som estridente... rápido e sem deixar vestígios.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
DIVERSIDADE
Dizem que o Brasil é o país da diversidade, no que concordo plenamente. Temos uma das maiores diversidades animais e vegetais do planeta. Algumas espécies de vegetais sequer foram catalogadas, fato que emerge toda vez que alguém descobre uma nova variedade no vasto ambiente amazônico.
Mas como uma nação não é formada apenas de fauna e flora, nosso povo também é fruto de uma grande diversidade. Arrisco dizer que dificilmente outro país tenha uma possibilidade étnica tão invejável quanto a nossa. Tirando os índios – os verdadeiros brasileiros – o resto é descendente da alguém lá de fora.
Agora, duvido que algo represente melhor essa miscigenação cultural que a música, pois nela mostramos quem somos e de onde viemos. Inventam e reinventam ritmos e letras com uma velocidade de fazer inveja a qualquer país desenvolvido.
Claro que nem tudo nessa história merece admiração. Por mais que seja eclético e ouça praticamente todo tipo de música, é impossível ficar alheio a Gangnam Style do Psy e agora, mais recentemente, Lek Lek Lek do MC Federado e os Leleques. Concordo com a premissa de que só ouve quem quer, mas como se opor quando um veículo passa rua à dentro tocando em alto e bom tom? Como não ficar compadecido ao imaginar Renato Russo, Cazuza, Cassia Eller e outros tantos compositores brilhantes virarem-se em seus caixões com a simples passada de um carro em frente ao cemitério ao som de: Ah..Lelek..Lek..Lek..?
E os vivos, coitados. Como deve sofrer Caetano Veloso, Roberto Carlos, Djavan, Marisa Monte, Ana Carolina e tantos outros a quem Deus presenteou com o dom das notas musicais?
Por sorte passam pela história da música do mesmo jeito que os carros com som estridente... rápido e sem deixar vestígios.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
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JOVENS E A TV
A televisão nunca proporcionou tanta diversidade de programas e opções de entretenimento. Lembro-me da infância quando escolher o que assistir resumia-se a dois canais com alternativas nunca superiores a cinco ou seis. Limitadíssimo para a época, mas 100% adequado. Desenhos, programas de auditório e alguns seriados como: o Sítio do Pica Pau Amarelo, MacGyver ou simplesmente Magaiver como era conhecido por aqui além de Super Special da Band, faziam a alegria da galera e renderam comentários por muitos anos, nos acompanhando na idade escolar.
A coisa ficava inadequada quando desejávamos assistir o Corujão ou programas que passavam bem mais tarde (entenda-se por “bem mais tarde” algo em torno de 0h00), pois a necessidade de acordar cedo logo era motivo de nos enviar para a cama, e olha que os programas nem eram tão quentes assim.
Tenho certeza que para alguns essa parte do texto veio salpicada de nostalgia. Aos jovens, porém, passou a sensação de espanto e um pouco de dó, mas a grande verdade é que a televisão vem perdendo seu contexto.
Hoje nossas crianças vão para a cama muito mais tarde. Um pouco de Facebook, e-mails e SMS acompanham a programação da TV dessa geração super estimulada.
E a minha preocupação é justamente com o que estão assistindo. Muitos nem se apercebem mas deixam o controle livre leve e solto nas mãos de quem ainda não tem capacidade para determinar-se com consciência. E o caminho para programas inadequados vem das páginas da internet.
É só abrir qualquer site que logo veremos notícias e mais notícias do BBB 13. “A casa mais vigiada do país” também é a mais bêbeda, mais promíscua e menos educada. Se é verdade que os estímulos visuais são responsáveis por parte do que aprendemos, cuidado papais, pois seu filho pode estar aprendendo muito do que degrada o ser humano.
Sem aprofundar muito a minha indignação quero deixar claro que não concordo em ensinar aos mais jovens que festa boa é aquela em que todos bebem até a embriaguez; que homens e mulheres só devem se aproximar para o sexo sem compromisso; que fidelidade é coisa para quando os olhos veem e que, por dinheiro, qualquer sacrifício é válido.
Fiquem atentos.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
JOVENS E A TV
A televisão nunca proporcionou tanta diversidade de programas e opções de entretenimento. Lembro-me da infância quando escolher o que assistir resumia-se a dois canais com alternativas nunca superiores a cinco ou seis. Limitadíssimo para a época, mas 100% adequado. Desenhos, programas de auditório e alguns seriados como: o Sítio do Pica Pau Amarelo, MacGyver ou simplesmente Magaiver como era conhecido por aqui além de Super Special da Band, faziam a alegria da galera e renderam comentários por muitos anos, nos acompanhando na idade escolar.
A coisa ficava inadequada quando desejávamos assistir o Corujão ou programas que passavam bem mais tarde (entenda-se por “bem mais tarde” algo em torno de 0h00), pois a necessidade de acordar cedo logo era motivo de nos enviar para a cama, e olha que os programas nem eram tão quentes assim.
Tenho certeza que para alguns essa parte do texto veio salpicada de nostalgia. Aos jovens, porém, passou a sensação de espanto e um pouco de dó, mas a grande verdade é que a televisão vem perdendo seu contexto.
Hoje nossas crianças vão para a cama muito mais tarde. Um pouco de Facebook, e-mails e SMS acompanham a programação da TV dessa geração super estimulada.
E a minha preocupação é justamente com o que estão assistindo. Muitos nem se apercebem mas deixam o controle livre leve e solto nas mãos de quem ainda não tem capacidade para determinar-se com consciência. E o caminho para programas inadequados vem das páginas da internet.
É só abrir qualquer site que logo veremos notícias e mais notícias do BBB 13. “A casa mais vigiada do país” também é a mais bêbeda, mais promíscua e menos educada. Se é verdade que os estímulos visuais são responsáveis por parte do que aprendemos, cuidado papais, pois seu filho pode estar aprendendo muito do que degrada o ser humano.
Sem aprofundar muito a minha indignação quero deixar claro que não concordo em ensinar aos mais jovens que festa boa é aquela em que todos bebem até a embriaguez; que homens e mulheres só devem se aproximar para o sexo sem compromisso; que fidelidade é coisa para quando os olhos veem e que, por dinheiro, qualquer sacrifício é válido.
Fiquem atentos.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
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SANTA MARIA
Difícil sentar para escrever sem relembrar do episódio em Santa Maria, Rio Grande do Sul.
Por mais que a mídia venha explorando o assunto à exaustão, impossível conviver com a ideia de que, enquanto vivemos o cotidiano, tem uma cidade inteira que chora compulsivamente seus mortos. Adolescentes na flor da idade, filhos que saíram para a balada e retornaram dentro de caixões.
Falar da dor de outros isentando nosso próprio sentimento, neste caso, é algo impossível. A adolescência é, sem dúvida alguma, nossa melhor parte na vida. É nela a residência dos melhores sonhos de futuro e felicidade, e onde as dificuldades nunca assustam, fazendo do possível uma questão de luta e determinação.
Fomos assim, adolescentes, inexperientes, e inconsequentes e, talvez nestes adjetivos, estejam guardados o grande brilho dessa fase.
De uma visão mais poética o filho adolescente representa a fase mais viçosa do nosso jardim. É quando as plantas, no melhor de seu viço, lançam suas flores para a contemplação dos pais, mostrando que o cuidado e o adubo fornecido pelo amor foram na medida certa. E como flores não são eternas, o período tem data para acabar, restando na memória, apenas a lembrança de fotos mentais que se replicam.
No entanto, ninguém tem o direito de pisar neste jardim esmagando nossas flores, extirpando suas vidas. E justamente aí reside a indignação coletiva. Em algum momento serão apontados os culpados seja pela insanidade de acender um sinalizador em ambiente fechado, ou pela omissão em licenciar um ambiente que só dispunha de um acesso de entrada que também servia de saída de emergência, ainda que tivesse obstáculos como catracas controladoras de fluxo.
Que diferença fará aos mortos se alguém será punido ou apenado com algum tipo de pena branda como sempre se vê nestes casos e se isso irá acontecer somente depois de uma década de ações judiciais e recursos infindáveis?
O respeito à vida precisa ser maior que isso, afinal, algumas flores jamais florescerão duas vezes.
Meus sentimentos a todos aqueles que choram em Santa Maria.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
SANTA MARIA
Difícil sentar para escrever sem relembrar do episódio em Santa Maria, Rio Grande do Sul.
Por mais que a mídia venha explorando o assunto à exaustão, impossível conviver com a ideia de que, enquanto vivemos o cotidiano, tem uma cidade inteira que chora compulsivamente seus mortos. Adolescentes na flor da idade, filhos que saíram para a balada e retornaram dentro de caixões.
Falar da dor de outros isentando nosso próprio sentimento, neste caso, é algo impossível. A adolescência é, sem dúvida alguma, nossa melhor parte na vida. É nela a residência dos melhores sonhos de futuro e felicidade, e onde as dificuldades nunca assustam, fazendo do possível uma questão de luta e determinação.
Fomos assim, adolescentes, inexperientes, e inconsequentes e, talvez nestes adjetivos, estejam guardados o grande brilho dessa fase.
De uma visão mais poética o filho adolescente representa a fase mais viçosa do nosso jardim. É quando as plantas, no melhor de seu viço, lançam suas flores para a contemplação dos pais, mostrando que o cuidado e o adubo fornecido pelo amor foram na medida certa. E como flores não são eternas, o período tem data para acabar, restando na memória, apenas a lembrança de fotos mentais que se replicam.
No entanto, ninguém tem o direito de pisar neste jardim esmagando nossas flores, extirpando suas vidas. E justamente aí reside a indignação coletiva. Em algum momento serão apontados os culpados seja pela insanidade de acender um sinalizador em ambiente fechado, ou pela omissão em licenciar um ambiente que só dispunha de um acesso de entrada que também servia de saída de emergência, ainda que tivesse obstáculos como catracas controladoras de fluxo.
Que diferença fará aos mortos se alguém será punido ou apenado com algum tipo de pena branda como sempre se vê nestes casos e se isso irá acontecer somente depois de uma década de ações judiciais e recursos infindáveis?
O respeito à vida precisa ser maior que isso, afinal, algumas flores jamais florescerão duas vezes.
Meus sentimentos a todos aqueles que choram em Santa Maria.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
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BONSAI E O CASAMENTO
O casamento nos dias de hoje perdeu sua importância. Lembro-me das palavras de um velho pensador comparando o casamento com um bonsai. Isso mesmo, uma arvorezinha que, se bem cuidada, vive por décadas. Talvez este seja o grande sentido do casamento. Algo que se semeia no namoro e que o amor faz brotar.
Tal qual a plantinha centenária, o casamento também precisa de cuidados. Doses certas de água com uma poda aqui e ali, sempre usando de tato com as palavras porque uma poda mal feita pode causar cicatrizes eternas.
A luz também é importante, mas o brilho excessivo em um dos lados pode queimar a planta. Porque até a importância que damos a nós mesmos fará diferença ao coração de quem nos ama.
Adubar é primordial. Na verdade penso ser a parte mais importante no trato do relacionamento. Todos somos carentes de coisas que nos fortaleçam. Precisamos de lazer, diversão, além de certa medida de religiosidade assim como os compostos de nitrogênio, fósforo e potássio dado às plantas.
Mas nem só de cuidados físicos vive um bonsai. Desde o início do trato e por toda sua vida, vez por outra será necessário sentar e olhar com profundidade, medindo os destinos que pretendemos dar a seus galhos. Da mesma forma, o relacionamento precisa de balanços constantes e sinceros na tentativa de não deformarmos os galhos tentando o impossível ou desrespeitando a naturalidade das coisas.
Arvorezinhas são arvorezinhas e seus galhos, ainda que engrossados pelo tempo, perderão a elasticidade da juventude mesmo que no cerne corra a mesma seiva que motivou sua existência. O passar dos anos fará os galhos lisos de outrora grossos, rugosos e com uma protuberância aqui e acola.
Mas e como recuperar uma arvorezinha debilitada pela falta de trato? Segundo a resposta do velho oriental, será necessário um tratamento de impacto, ou seja, primeiro uma poda acentua nos galhos como se para reescrever a mesma história. Em seguida, tire-a do vaso podando suas raízes, quem sabe para abandonar velhas lembranças, aquelas que nos sufocam impedindo que sigamos adiante. Por fim, acomode-a num novo vaso adubando e regando como se fosse a primeira vez ou o primeiro encontro.
Por fim, cuide com carinho pois bonsais não são rosas.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
BONSAI E O CASAMENTO
O casamento nos dias de hoje perdeu sua importância. Lembro-me das palavras de um velho pensador comparando o casamento com um bonsai. Isso mesmo, uma arvorezinha que, se bem cuidada, vive por décadas. Talvez este seja o grande sentido do casamento. Algo que se semeia no namoro e que o amor faz brotar.
Tal qual a plantinha centenária, o casamento também precisa de cuidados. Doses certas de água com uma poda aqui e ali, sempre usando de tato com as palavras porque uma poda mal feita pode causar cicatrizes eternas.
A luz também é importante, mas o brilho excessivo em um dos lados pode queimar a planta. Porque até a importância que damos a nós mesmos fará diferença ao coração de quem nos ama.
Adubar é primordial. Na verdade penso ser a parte mais importante no trato do relacionamento. Todos somos carentes de coisas que nos fortaleçam. Precisamos de lazer, diversão, além de certa medida de religiosidade assim como os compostos de nitrogênio, fósforo e potássio dado às plantas.
Mas nem só de cuidados físicos vive um bonsai. Desde o início do trato e por toda sua vida, vez por outra será necessário sentar e olhar com profundidade, medindo os destinos que pretendemos dar a seus galhos. Da mesma forma, o relacionamento precisa de balanços constantes e sinceros na tentativa de não deformarmos os galhos tentando o impossível ou desrespeitando a naturalidade das coisas.
Arvorezinhas são arvorezinhas e seus galhos, ainda que engrossados pelo tempo, perderão a elasticidade da juventude mesmo que no cerne corra a mesma seiva que motivou sua existência. O passar dos anos fará os galhos lisos de outrora grossos, rugosos e com uma protuberância aqui e acola.
Mas e como recuperar uma arvorezinha debilitada pela falta de trato? Segundo a resposta do velho oriental, será necessário um tratamento de impacto, ou seja, primeiro uma poda acentua nos galhos como se para reescrever a mesma história. Em seguida, tire-a do vaso podando suas raízes, quem sabe para abandonar velhas lembranças, aquelas que nos sufocam impedindo que sigamos adiante. Por fim, acomode-a num novo vaso adubando e regando como se fosse a primeira vez ou o primeiro encontro.
Por fim, cuide com carinho pois bonsais não são rosas.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
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MÃOS QUE NÃO SE VEEM
A Bíblia aconselha que a mão esquerda nunca fique sabendo dos bons atos da mão direita, ou seja, devemos fazer o bem sem pedir nada em troca ou esperar reconhecimento. A ajuda dada ao próximo, se o for na pretensão de qualquer ganho, desonra o ato, revertendo a qualidade de quem o fez.
Muitos não percebem, ou nem ligam, para o grandioso sentimento que experimentamos quando ajudamos o próximo. Tenho comigo ser esta uma das formas de felicidade, pensando nela como uma sensação presenteada em doses homeopáticas.
Imagine o quanto temos que nos doar para fazer qualquer coisa por outrem. O simples ato de ajudar alguém com movimentos limitados a atravessar a rua, ainda que simples, implica doação. Parar seu dia no afã de comprar ou distribuir cestas básicas, implica em abdicar de preciosos minutos ou até horas.
Trabalhos filantrópicos, então, deveriam servir para elevar os valores de uma pessoa à plenitude da satisfação, ainda que alguns infelizmente o façam pela pequenez da pseudo glória e reconhecimento da comunidade.
A felicidade pela satisfação na alegria de outrem, premia alguns de seus autores com algo que transcende o ocasional, criando uma necessidade que o alimenta, fazendo do ato esporádico a decisão pela profissão.
Imagine ser obrigado a trabalhar com salvamento sendo avesso a sangue ou, quem sabe, laborar na segurança pública tendo profundo receio com o risco que representa. Impossível!
Acho que algumas profissões são impossíveis de serem concebidas se não por uma motivação maior que os sentimentos comuns.
Assim, mesmo com a obrigação de respeitarmos a todos de forma igualitária, separemos uma medida a mais para os homens e mulheres que dioturnamente abdicam de si em prol de outros, muitas vezes, sem a devida remuneração. É importante que saibam o grande valor que damos a eles.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
MÃOS QUE NÃO SE VEEM
A Bíblia aconselha que a mão esquerda nunca fique sabendo dos bons atos da mão direita, ou seja, devemos fazer o bem sem pedir nada em troca ou esperar reconhecimento. A ajuda dada ao próximo, se o for na pretensão de qualquer ganho, desonra o ato, revertendo a qualidade de quem o fez.
Muitos não percebem, ou nem ligam, para o grandioso sentimento que experimentamos quando ajudamos o próximo. Tenho comigo ser esta uma das formas de felicidade, pensando nela como uma sensação presenteada em doses homeopáticas.
Imagine o quanto temos que nos doar para fazer qualquer coisa por outrem. O simples ato de ajudar alguém com movimentos limitados a atravessar a rua, ainda que simples, implica doação. Parar seu dia no afã de comprar ou distribuir cestas básicas, implica em abdicar de preciosos minutos ou até horas.
Trabalhos filantrópicos, então, deveriam servir para elevar os valores de uma pessoa à plenitude da satisfação, ainda que alguns infelizmente o façam pela pequenez da pseudo glória e reconhecimento da comunidade.
A felicidade pela satisfação na alegria de outrem, premia alguns de seus autores com algo que transcende o ocasional, criando uma necessidade que o alimenta, fazendo do ato esporádico a decisão pela profissão.
Imagine ser obrigado a trabalhar com salvamento sendo avesso a sangue ou, quem sabe, laborar na segurança pública tendo profundo receio com o risco que representa. Impossível!
Acho que algumas profissões são impossíveis de serem concebidas se não por uma motivação maior que os sentimentos comuns.
Assim, mesmo com a obrigação de respeitarmos a todos de forma igualitária, separemos uma medida a mais para os homens e mulheres que dioturnamente abdicam de si em prol de outros, muitas vezes, sem a devida remuneração. É importante que saibam o grande valor que damos a eles.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
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A CURA PELA ALEGRIA
Uma sociedade não precisa somente de trabalho, necessita também de lazer em companhia da família, base de toda comunidade saudável. A visão imediatista e, por vezes míope de alguns políticos, faz com que destinem recursos cada vez maiores à saúde achando que, dessa forma, estão atendendo aos anseios da população. Não que um atendimento adequado seja pouco importante, muito pelo contrário, mas se investíssemos nas causas, certamente assistiríamos uma diminuição considerável dos enfermos, principalmente daqueles com problemas ligados a ansiedade e estresse.
A vida moderna tem exigido um equilíbrio cada vez maior das pessoas. Não é incomum vermos nossos amigos tomando algum tipo de calmante sob o pretexto de não conseguirem mais desfrutar do sono reparador ou, quantos do nosso convívio acabam afastados de suas atividades laborativas por motivos idênticos porque a cabeça não suportou a pressão. As pessoas precisam de mais lazer. Mas como fazer com que isso aconteça alcançando o maior número possível de cidadãos?
Em cidades maiores as opções são diversas, se bem que no final tudo é uma questão de proporção. Mas, pensando em nossa cidade e região, a coisa toda precisa ser descentralizada. Já foi o tempo em que prefeitura tinha que fornecer tudo, ainda que tenha sua parcela de responsabilidade.
Pessoalmente, acredito na força que vem dos próprios munícipes. Cada um fazendo executar uma ação de interesse de pequenos grupos.
Veja, por exemplo, a primeira saída fotográfica. Conseguiram agregar um bom número de pessoas que se divertiram, gozando de um dia diferente. E as cavalgadas? Diversão com a participação entre municípios com público certo, fiel e divertido. O recém instituído Clube dos “Jipeiros” é outro que promete alegria para muitas pessoas. E a nossa FAIVE que, mesmo com seus problemas, não deixou de divertir a muitos. O Sarau do ETEC, com seus mais de oitocentos espectadores somado aos Saraus que aconteceram dentro das escolas e outro que aconteceu numa residência logo após o do ETEC, foram responsáveis, na somatória de público, por uma grande quantidade de espectadores, além de ensinar nossas crianças a importância da cultura de qualidade. Nosso Ballet, e digo nosso, porque o nome de Presidente Venceslau está enaltecido em Joinville graças a estas meninas dedicadas. O Teatro, que, ao que tudo indica, vem renascendo. O projeto de levar cinema aos bairros e tantas outras manifestações setorizadas mas não menos importantes.
Acredito nessas atitudes, na vontade de cada um em fazer a sua parte, deixando sua colaboração em prol do coletivo. As pessoas precisam de alegria e diversão e se puder vir acompanhada de cultura, muito melhor.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
A CURA PELA ALEGRIA
Uma sociedade não precisa somente de trabalho, necessita também de lazer em companhia da família, base de toda comunidade saudável. A visão imediatista e, por vezes míope de alguns políticos, faz com que destinem recursos cada vez maiores à saúde achando que, dessa forma, estão atendendo aos anseios da população. Não que um atendimento adequado seja pouco importante, muito pelo contrário, mas se investíssemos nas causas, certamente assistiríamos uma diminuição considerável dos enfermos, principalmente daqueles com problemas ligados a ansiedade e estresse.
A vida moderna tem exigido um equilíbrio cada vez maior das pessoas. Não é incomum vermos nossos amigos tomando algum tipo de calmante sob o pretexto de não conseguirem mais desfrutar do sono reparador ou, quantos do nosso convívio acabam afastados de suas atividades laborativas por motivos idênticos porque a cabeça não suportou a pressão. As pessoas precisam de mais lazer. Mas como fazer com que isso aconteça alcançando o maior número possível de cidadãos?
Em cidades maiores as opções são diversas, se bem que no final tudo é uma questão de proporção. Mas, pensando em nossa cidade e região, a coisa toda precisa ser descentralizada. Já foi o tempo em que prefeitura tinha que fornecer tudo, ainda que tenha sua parcela de responsabilidade.
Pessoalmente, acredito na força que vem dos próprios munícipes. Cada um fazendo executar uma ação de interesse de pequenos grupos.
Veja, por exemplo, a primeira saída fotográfica. Conseguiram agregar um bom número de pessoas que se divertiram, gozando de um dia diferente. E as cavalgadas? Diversão com a participação entre municípios com público certo, fiel e divertido. O recém instituído Clube dos “Jipeiros” é outro que promete alegria para muitas pessoas. E a nossa FAIVE que, mesmo com seus problemas, não deixou de divertir a muitos. O Sarau do ETEC, com seus mais de oitocentos espectadores somado aos Saraus que aconteceram dentro das escolas e outro que aconteceu numa residência logo após o do ETEC, foram responsáveis, na somatória de público, por uma grande quantidade de espectadores, além de ensinar nossas crianças a importância da cultura de qualidade. Nosso Ballet, e digo nosso, porque o nome de Presidente Venceslau está enaltecido em Joinville graças a estas meninas dedicadas. O Teatro, que, ao que tudo indica, vem renascendo. O projeto de levar cinema aos bairros e tantas outras manifestações setorizadas mas não menos importantes.
Acredito nessas atitudes, na vontade de cada um em fazer a sua parte, deixando sua colaboração em prol do coletivo. As pessoas precisam de alegria e diversão e se puder vir acompanhada de cultura, muito melhor.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
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PONTO DE VISTA
Virada do ano e todos fazemos um balanço daquilo que conquistamos ou até onde chegamos. Claro que isso não acontece com os adeptos da grande festança, pois a estes a lucidez só deverá voltar depois da quarta-feira de cinzas.
Mas aos normais resta fazer um bom balanço daquilo que fizemos e dos objetivos alcançados dentro deste universo de desejos da vida moderna. Nunca conseguimos trilhar exatamente aquilo que idealizamos no ano anterior. Ainda que sejamos donos do nosso destino, interagir com outras pessoas sempre implicará em mudar alguma coisa ou ser afetado pela decisão alheia.
Mesmo assim, acho que com o passar dos anos vamos ficando mais criteriosos e menos exigentes com a vida. Talvez a tentativa de ter mais qualidade de vida e menos angustias, seja a grande responsável por decisões que impliquem esforços menores ou menos custosos do ponto de vista emocional.
Planejar o próximo ano é desejar que novas coisas sejam acrescentadas a nossa vida ou a de quem amamos. É querer lutar por objetivos ainda não alcançados ou, tão somente, renovar os mesmos desejos.
Meu pai dizia que um homem precisa ter três tipos de desejos: os imediatos, que podem ser alcançados rapidamente; os mediatos, com os quais, muitas vezes, lutamos por longos períodos e, finalmente, os impossíveis, mas não menos desejosos.
Parece insanidade desejar algo que sabemos não iremos alcançar, mas ele explicava dizendo que o dia que um homem deixa de sonhar ele morre. Muitas vezes nem o faz fisicamente, mas certamente morrerá em seu coração, o que acaba sendo a mesma coisa.
Assim, devemos dar uma certa medida de sonho às metas de 2013. Não sejamos científicos demais desejando somente aquilo que será alcançado com o próprio andar da carruagem. Sonhe com que realmente lhe faria feliz. Deixe de compartilhar se assim o desejar, afinal, todos temos nossos fantasmas; e dê ao seu coração as asas que ele merece. Quem sabe não será neste sonho que encontrará o refúgio para os piores dias do ano.
Abraço e excelente 2013.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
PONTO DE VISTA
Virada do ano e todos fazemos um balanço daquilo que conquistamos ou até onde chegamos. Claro que isso não acontece com os adeptos da grande festança, pois a estes a lucidez só deverá voltar depois da quarta-feira de cinzas.
Mas aos normais resta fazer um bom balanço daquilo que fizemos e dos objetivos alcançados dentro deste universo de desejos da vida moderna. Nunca conseguimos trilhar exatamente aquilo que idealizamos no ano anterior. Ainda que sejamos donos do nosso destino, interagir com outras pessoas sempre implicará em mudar alguma coisa ou ser afetado pela decisão alheia.
Mesmo assim, acho que com o passar dos anos vamos ficando mais criteriosos e menos exigentes com a vida. Talvez a tentativa de ter mais qualidade de vida e menos angustias, seja a grande responsável por decisões que impliquem esforços menores ou menos custosos do ponto de vista emocional.
Planejar o próximo ano é desejar que novas coisas sejam acrescentadas a nossa vida ou a de quem amamos. É querer lutar por objetivos ainda não alcançados ou, tão somente, renovar os mesmos desejos.
Meu pai dizia que um homem precisa ter três tipos de desejos: os imediatos, que podem ser alcançados rapidamente; os mediatos, com os quais, muitas vezes, lutamos por longos períodos e, finalmente, os impossíveis, mas não menos desejosos.
Parece insanidade desejar algo que sabemos não iremos alcançar, mas ele explicava dizendo que o dia que um homem deixa de sonhar ele morre. Muitas vezes nem o faz fisicamente, mas certamente morrerá em seu coração, o que acaba sendo a mesma coisa.
Assim, devemos dar uma certa medida de sonho às metas de 2013. Não sejamos científicos demais desejando somente aquilo que será alcançado com o próprio andar da carruagem. Sonhe com que realmente lhe faria feliz. Deixe de compartilhar se assim o desejar, afinal, todos temos nossos fantasmas; e dê ao seu coração as asas que ele merece. Quem sabe não será neste sonho que encontrará o refúgio para os piores dias do ano.
Abraço e excelente 2013.
Luciano Esposto é poeta e escritor venceslauense.
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