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sábado, 2 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Post do Fernando Freitas
Post do Nando
VOTOS INVÁLIDOS
As eleições municipais estão se aproximando, e de forma mais constante, nota-se nas conversas entre amigos, nas reuniões familiares e também nos eventos sociais as discussões em torno da política local. Esta é uma prática normal, já que fazemos parte de uma sociedade democrática e cada vez mais acostumada a conviver com diferentes posturas e opiniões. Particularmente, eu aprecio muito ouvir e expor as argumentações sobre o assunto, até mesmo porque essa troca de ideias pode ser bastante esclarecedora na hora de votar.
Recentemente, iniciei uma pesquisa particular para conferir quais as intenções de votos das pessoas que eu conheço. Como essa minha pesquisa é bem restrita, envolvendo apenas “entrevistados” que fazem parte da minha família ou colegas de trabalho, não divulgarei os resultados, pois nela não existe a metodologia técnica e sofisticada dos institutos de pesquisas, que dificilmente erram seus prognósticos. E também não quero fazer com que o texto soe como propaganda política para este ou para aquele candidato.
Porém, ao fazer tal pesquisa, uma constatação vem me preocupando: existe um percentual extremamente significante de pessoas declarando que não votarão em ninguém, tanto para prefeito, quanto para vereador. Talvez esta tendência seja consequência das constantes desilusões do eleitorado com a classe política, ou também da relativa distância com relação à data das eleições.
Apesar do voto branco ou nulo ser uma manifestação democrática, creio que esta não seja a postura mais adequada. Na minha concepção, esta é uma forma que o eleitor encontra de isentar-se de sua responsabilidade enquanto cidadão. Voto consciente é voto estudado, analisado meticulosamente e convicto.
Se você é um dos eleitores que possuem intenção de votar em branco ou nulo, gostaria sinceramente que repensasse tal postura. Faça um exercício mais aprimorado de reflexão e analise os perfis dos candidatos a prefeito, bem como a vereador. Se a política tem promovido desilusões constantes, não é invalidando o seu voto que os nossos problemas serão solucionados, muito pelo contrário. Voto é exercício de cidadania, ainda que se erre na intenção de acertar. A indecisão pode até ser sinal de maturidade e busca pela melhor opção. Já a omissão, na minha modesta opinião, é quase que sinônimo de covardia e irresponsabilidade. Por isso, entendo que seja tão importante validar o voto, pois este sim possui o poder de nos proporcionar retorno, ainda que as chances pareçam remotas.
Fernando Freitas é Funcionário Público Estadual e escreve às quartas-feiras.
VOTOS INVÁLIDOS
As eleições municipais estão se aproximando, e de forma mais constante, nota-se nas conversas entre amigos, nas reuniões familiares e também nos eventos sociais as discussões em torno da política local. Esta é uma prática normal, já que fazemos parte de uma sociedade democrática e cada vez mais acostumada a conviver com diferentes posturas e opiniões. Particularmente, eu aprecio muito ouvir e expor as argumentações sobre o assunto, até mesmo porque essa troca de ideias pode ser bastante esclarecedora na hora de votar.
Recentemente, iniciei uma pesquisa particular para conferir quais as intenções de votos das pessoas que eu conheço. Como essa minha pesquisa é bem restrita, envolvendo apenas “entrevistados” que fazem parte da minha família ou colegas de trabalho, não divulgarei os resultados, pois nela não existe a metodologia técnica e sofisticada dos institutos de pesquisas, que dificilmente erram seus prognósticos. E também não quero fazer com que o texto soe como propaganda política para este ou para aquele candidato.
Porém, ao fazer tal pesquisa, uma constatação vem me preocupando: existe um percentual extremamente significante de pessoas declarando que não votarão em ninguém, tanto para prefeito, quanto para vereador. Talvez esta tendência seja consequência das constantes desilusões do eleitorado com a classe política, ou também da relativa distância com relação à data das eleições.
Apesar do voto branco ou nulo ser uma manifestação democrática, creio que esta não seja a postura mais adequada. Na minha concepção, esta é uma forma que o eleitor encontra de isentar-se de sua responsabilidade enquanto cidadão. Voto consciente é voto estudado, analisado meticulosamente e convicto.
Se você é um dos eleitores que possuem intenção de votar em branco ou nulo, gostaria sinceramente que repensasse tal postura. Faça um exercício mais aprimorado de reflexão e analise os perfis dos candidatos a prefeito, bem como a vereador. Se a política tem promovido desilusões constantes, não é invalidando o seu voto que os nossos problemas serão solucionados, muito pelo contrário. Voto é exercício de cidadania, ainda que se erre na intenção de acertar. A indecisão pode até ser sinal de maturidade e busca pela melhor opção. Já a omissão, na minha modesta opinião, é quase que sinônimo de covardia e irresponsabilidade. Por isso, entendo que seja tão importante validar o voto, pois este sim possui o poder de nos proporcionar retorno, ainda que as chances pareçam remotas.
Fernando Freitas é Funcionário Público Estadual e escreve às quartas-feiras.
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quarta-feira, 25 de abril de 2012
Post do Nando
“Nomes, expressões populares e piadinhas
sem graça"
O guri e o
gari, o astrônomo e o astrólogo, o tarado e o tarólogo, o escritor e o
escriturário, o banqueiro e o bancário, enfim, todas as pessoas possuem
diferenças entre si; mas uma coisa, nós e eles temos em comum: todos temos um nome, que geralmente nos acompanha desde o registro de nascimento
até o epitáfio de uma lápide fria em um cemitério.
Mas como eu
não estou aqui para falar de morte, passagem ou transição para o além, vou expor neste texto como o brasileiro possui a mania de rotular e
estigmatizar tudo, inclusive os nomes próprios. Mas eu peço para que os que
possuem os nomes e vivem e as situações que irei relatar abaixo não se sintam
constrangidos. Trata-se apenas uma questão
de argumentação, pois eu costumo defender minhas idéias baseando-me em fatos,
não em hipóteses ou teorias.
Perceba que
ao longo dos anos, alguns nomes próprios passaram a ter um significado
estigmatizante, numa generalização descabida e preconceituosa. Isso se deve ao
sucesso de algumas expressões populares, comerciais e músicas, por exemplo.
Para não
alegarem que eu estou zombando apenas da
nomenclatura alheia, vou começar pelo meu nome. Caros leitores, quando eu era
criança, e até mesmo na adolescência, sempre aparecia algum engraçadinho com
aquela frasezinha manjada e óbvia: “Bonita camisa, Fernandinho!” No começo eu
até achava a brincadeira legal, mas com o passar do tempo, aquilo foi ficando
muito chato. Tudo isso graças ao comercial da US Top, onde um funcionário puxa
saco chamado Fernando, usava uma camisa igual a do seu chefe. Até hoje aparece
alguém e me diz essa frase ridícula, bem fora de moda, assim como as camisas
xadrez da US Top.
Agora, se
você é mãe zelosa, chama-se “Joana” e cuida bem de sua residência, creio que
deva ficar fula da vida com a expressão "casa da mãe Joana".
Compreendo tal indignação, pois eu também ficaria bravo com isso.
Mas
partiremos para uma situação ainda pior
: a do pobre coitado que se chama João e tem um braço amputado. Poxa vida, o
sujeito já está em uma situação complicada, e aí vem alguém e o taxa de
oportunista ou dissimulado. Não entendo
porque os espertalhões são chamados de
“João sem braço”, pois acho a expressão totalmente sádica e sem sentido.
Mário Lago
era um cara fora de série. Escritor, ator, cantor e compositor. Mas aquela que
talvez tenha sido sua maior composição musical serviu para estigmatizar as
mulheres com nome de “Amélia” como desprovidas de vaidade e exclusivamente
dedicadas à vida doméstica. Tudo o que a mulher atual abomina e não deseja para
si, inclusive a maioria das mulheres que se chamam Amélia.
Na contramão
das “Amélias”, estão as “Patrícias”, que com o seu nome apelidado no
diminutivo, tornaram-se sinônimos de meninas jovens, consumistas e fúteis.
Ainda na linhagem dos diminutivos,
também estão os “Maurícios”, sendo que “Mauricinho”, segundo o dito popular,
é aquele sujeito almofadinha,
engomadinho e geralmente, exibido. Conheço Patrícias lutadoras e Maurícios que
pegam pesado no batente.
Finalizando,
nem todo “Ricardão” cobiça a mulher do próximo, nem sempre é dureza casar-se
com a Tereza, assim como a Luzia pode ir tranquilamente atrás da horta, pois
isso não significa obrigatoriamente que ela irá se dar mal. Solidarizo-me
também com os “Manoéis”, carinhosamente apelidados por “Manés”, que na maioria
dos casos, não são tolos, como se diz por aí.
Taí, gostei
de argumentar em defesa desse pessoal, mas sinceramente, não estou vendo uma
forma interessante de encerrar este texto. Sinto-me numa situação difícil, numa
verdadeira sinuca de bico. E agora, José?
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Comidas pesadas ou exóticas
Espaço do Nando
COMIDAS PESADAS OU EXÓTICAS
Sempre disseram-me, injustamente, que eu sou “fresco” quando o assunto é refeição, culinária ou gastronomia. E eu discordo. Digo isso porque se precisar degustar apenas arroz com feijão, o faço de maneira tranquila, lambendo os beiços, dispensando ocasionalmente, a popular “mistura”. Para ser sincero, a eventual ausência de um terceiro ingrediente no prato não me incomoda, e de certa forma, arroz com feijão, já é uma “mistura”; (muito saudável por sinal). Além disso, meu paladar nem é tão exigente, pois sou um apreciador inveterado do popularíssimo ovo frito, como também de praticamente todas as verduras e legumes, com exceção do jiló, que é quase uma unanimidade quanto à sua rejeição.
Mas talvez o que tenha me rotulado como “fresco” com relação ao meu paladar, possivelmente seja minha repulsa pelas tais comidas pesadas, ou então, pratos exóticos. Sim, aquele prato que as pessoas consideram fortes e que dão “sustança”, ou então, aquele tipo de carne nada comum. Nesse segmento culinário, rendo-me apenas aos encantos da feijoada, e olhe lá. Não me apareça com buchada, sarapatel, dobradinha ou mocotó, pois só de escrever esse cardápio no texto, já sinto que ele esteja um tanto quanto “indigesto”. O mais irritante nessa história toda é quando outras pessoas na mesa, ao invés de apenas degustarem os seus respectivos pratos, ficam tentando convencê-lo de aquilo é bom. Puxa vida, pode ser ótimo para elas, mas eu não gosto!
E os argumentos para que se dê a primeira garfada? Esses são ótimos. Vejam o que eu já fui obrigado a ouvir para tentar ser convencido a degustar esse tipo de prato nada convencional:
“Tanta gente passando fome no mundo, e você rejeitando a buchada?”... (como se o fato de eu comer buchada fosse erradicar o problema da segurança alimentar no planeta!);
"Já experimentou para dizer que não gosta”?… (quantos viciados renderam-se a esse tipo de questionamento?);
“Coma essa carne de jacaré, é igual peixe”... (ora, se é igual, então eu como peixe!)
“Nossa, está tão delicioso”...(que bom, vai sobrar mais para vocês, porque eu não quero!)
“Você não vai comer essa carne de porco?”... (nessa hora, vejo que tenho grande afinidade com os judeus!)
“Não acredito que você não come bagos de boi, é gostoso pra caramba!”... (não se contentam em comer o saco do pobre bovino, e ainda querem encher o meu?)
Existe ainda aquele tipo de gente que quer convencê-lo não pela argumentação, mas sim, pela enganação, servindo um prato como se fosse outro. Isso é ainda mais desagradável, pois pode causar constrangimentos na mesa. A verdade é que a hora das refeições é sagrada, devendo prevalecer a harmonia e a democracia. Portanto, aos apreciadores de comidas “pesadas” ou exóticas, entendam que nem todo mundo tem os mesmos gostos. Agradeço a compreensão, sendo que jacarés, rãs, tatus, capivaras e bois ainda não mutilados também agradecem.
Fernando Freitas é Funcionário Público Estadual e escreve às quartas-feiras.
COMIDAS PESADAS OU EXÓTICAS
Sempre disseram-me, injustamente, que eu sou “fresco” quando o assunto é refeição, culinária ou gastronomia. E eu discordo. Digo isso porque se precisar degustar apenas arroz com feijão, o faço de maneira tranquila, lambendo os beiços, dispensando ocasionalmente, a popular “mistura”. Para ser sincero, a eventual ausência de um terceiro ingrediente no prato não me incomoda, e de certa forma, arroz com feijão, já é uma “mistura”; (muito saudável por sinal). Além disso, meu paladar nem é tão exigente, pois sou um apreciador inveterado do popularíssimo ovo frito, como também de praticamente todas as verduras e legumes, com exceção do jiló, que é quase uma unanimidade quanto à sua rejeição.
Mas talvez o que tenha me rotulado como “fresco” com relação ao meu paladar, possivelmente seja minha repulsa pelas tais comidas pesadas, ou então, pratos exóticos. Sim, aquele prato que as pessoas consideram fortes e que dão “sustança”, ou então, aquele tipo de carne nada comum. Nesse segmento culinário, rendo-me apenas aos encantos da feijoada, e olhe lá. Não me apareça com buchada, sarapatel, dobradinha ou mocotó, pois só de escrever esse cardápio no texto, já sinto que ele esteja um tanto quanto “indigesto”. O mais irritante nessa história toda é quando outras pessoas na mesa, ao invés de apenas degustarem os seus respectivos pratos, ficam tentando convencê-lo de aquilo é bom. Puxa vida, pode ser ótimo para elas, mas eu não gosto!
E os argumentos para que se dê a primeira garfada? Esses são ótimos. Vejam o que eu já fui obrigado a ouvir para tentar ser convencido a degustar esse tipo de prato nada convencional:
“Tanta gente passando fome no mundo, e você rejeitando a buchada?”... (como se o fato de eu comer buchada fosse erradicar o problema da segurança alimentar no planeta!);
"Já experimentou para dizer que não gosta”?… (quantos viciados renderam-se a esse tipo de questionamento?);
“Coma essa carne de jacaré, é igual peixe”... (ora, se é igual, então eu como peixe!)
“Nossa, está tão delicioso”...(que bom, vai sobrar mais para vocês, porque eu não quero!)
“Você não vai comer essa carne de porco?”... (nessa hora, vejo que tenho grande afinidade com os judeus!)
“Não acredito que você não come bagos de boi, é gostoso pra caramba!”... (não se contentam em comer o saco do pobre bovino, e ainda querem encher o meu?)
Existe ainda aquele tipo de gente que quer convencê-lo não pela argumentação, mas sim, pela enganação, servindo um prato como se fosse outro. Isso é ainda mais desagradável, pois pode causar constrangimentos na mesa. A verdade é que a hora das refeições é sagrada, devendo prevalecer a harmonia e a democracia. Portanto, aos apreciadores de comidas “pesadas” ou exóticas, entendam que nem todo mundo tem os mesmos gostos. Agradeço a compreensão, sendo que jacarés, rãs, tatus, capivaras e bois ainda não mutilados também agradecem.
Fernando Freitas é Funcionário Público Estadual e escreve às quartas-feiras.
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