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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Saúde


Diagnosticando a Doença de Alzheimer


Infelizmente, não existe ainda nenhum teste específico que seja capaz de diagnosticar a Doença de Alzheimer. O único diagnóstico definitivo para a doença é feito através de autopsia que deve revelar a presença de depósitos de placa de amiloide no cérebro. O mapeamento cerebral pode mostrar a atrofia do hipocampus e de outras estruturas cerebrais, mas isso não fornece um diagnóstico definitivo. Como alternativa, os médicos contam com testes de funções cognitivas e entrevistas com o paciente, como forma de estruturar uma história médica cuidadosa e com informações de familiares sobre as condições mentais do indivíduo.

Os sintomas mais comuns de Alzheimer incluem:

- memória recente que piora com o tempo, chegando o paciente a esquecer de nomes de pessoas e compromissos;

- dificuldade de falar ou achar as palavras certas para se expressar;

- esquecimento sobre como utilizar objetos de uso comum (como um lápis ou um garfo);

- esquecer-se de fazer tarefas de rotina, como desligar um forno, trancar a porta ou fechar as janelas;

- alterações de humor como irritabilidade, depressão e dificuldade de concentração;

- dificuldade em resolver problemas do dia a dia que antes não eram um desafio;

- sinais de desorientação que tornam o indivíduo incapaz de se conduzir ou ainda ter o sentimento de estar perdido em ambiente familiar;

- episódios de desilusão, com o progresso da doença.

Alguns desses sintomas podem ocorrer em pessoas que não têm Doença de Alzheimer, a diferença é que quando se tem a doença, esses sintomas pioram com o passar do tempo e você pode ter reações mais frequentes e com maior intensidade. Como eu digo aos meus pacientes, se você acha que algo esta errado com a sua função cerebral é um bom sinal. Isso significa que você ainda tem habilidade cognitiva para discernir um problema e que a sua doença está em estágio inicial. Os sintomas podem progredir mais rápido em algumas pessoas do que em outras, mas a média dos pacientes vive de sete a dez anos depois dos estágios iniciais diagnosticados. A causa mais usual de morte é por infecção pulmonar, tal como a pneumonia ou a bronquite. Se você tem algum dos sintomas citados é importante consultar o seu médico para verificar se não se trata de problemas como o hipotireoidismo, doença cardíaca, infecção, problemas auditivos, deficiência de vitamina B12 ou mesmo depressão severa. Todos esses males podem causar sintomas similares à Doença de Alzheimer e nesses casos, os sintomas desaparecem uma vez que o problema é tratado.
Além disso, muitos remédios podem causar perda de memória, confusão e outros tipos de sintomas como os do Alzheimer. Os mesmos desaparecem uma vez que a medicação é descontinuada. Eu tenho curado muitos casos da chamada demência simplesmente por dizer aos pacientes para descontinuarem o uso de certas medicações. Se você for a um médico, ele provavelmente vai lhe prescrever medicações que geralmente são ineficientes com a doença instalada. Portanto, é uma boa ideia você começar uma prevenção pensando numa fase futura, onde possivelmente será incapaz de decidir por si próprio, e acredito que um programa preventivo pode dar-lhe mais tempo, ajudá-lo a recuperar a sua função mental e prolongar a sua vida.

Dr. Wilson Rondó, é Cirurgião Vascular, tendo trabalhado como residente na Clinique Du Mail La Rochelle, na França. Possui vários artigos publicados em revistas médicas, além de livros com temas relacionados a nutrição, medicina preventiva e esportiva.

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